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Resenha do Show do Pearl Jam, em Houston



06/04/2003, Domingo * Houston, TX - Cynthia Wood Mitchell Pavillion (abertura: Sleater-Kinney)

set: Can't Keep, Grievance, Save You, Hail Hail, Even Flow, I Am Mine, Thumbing My Way, You Are, Whipping, Insignificance, Breath, 1/2 Full, Small Town, Immortality, Evolution, Rearviewmirror
enc 1: Love Boat Captain, Better Man, Black, Go
enc 2: Soon Forget, Fortunate Son (com o Sleater-Kinney - cover do Creedence Clearwater Revival), Rockin' in The Free World (com o Sleater-Kinney - cover do Neil Young)


Flutuando numa onda de controvérsia, o PJ trouxe sua turnê ao Woodland's Pavilion, o primeiro show da casa na temporada 2003.

Uns poderiam procurar, por um tempo, para achar a palavra ou frase perfeita para sintetizar o que o PJ oferece àqueles que se aventuram em seus shows. A única coisa que de fato pode ser dita é que o PJ toma conta da "coisa". A mesma "coisa" que fez o rock ter o impacto que teve há muitos anos, para as primeiras gerações. A "coisa" que está faltando aos "punk" e "Rock" pré-embalados, diluídos, a que estamos sujeitos hoje em dia.

PJ é uma das bandas que têm ido contra o esperado e tem mantido seus seguidores fortes, apesar de não se prenderem à MTV e à imprensa. A banda também faz o que poucas bandas de rock fazem, eles se prendem a seu público fervoroso. Eles poderiam vir cada noite e tocar um set cheio de canções que emplacaram nas paradas, mas, em vez disso, eles vão fundo e tocam aquelas raridades que os fãs de carteirinha amam, mas que nunca seriam ouvidas na maioria das bandas.

Com um set pesadamente preenchido com faixas do novo álbum, "Riot Act" e a maior parte do resto com faixas obscuras dos seus álbuns mais atuais, PJ não está entrando no palco pra saciar os fãs de rádio, que foram lá pra ver "Jeremy" e "Alive", essa noite foi para as pessoas que amam a banda e a música deles.

O vocalista/guitarista Eddie Vedder, que tem estado sob uma valiosa semana em um exame minucioso, ao exercer seu direito de liberdade de expressão, fez numerosas mudanças nas letras ao longo da noite para manter o tema da paz vivo.

A mais franca [fala] de Vedder na noite foi antes de "Elderly Woman Behind the Counter In A Small Town", quando ele declarou: "Uma das idéias sobre vir pra Houston era a de encorajar alguma agitação, mas há um monte de gente se comportando muito irracionalmente hoje em dia. É meio amedrontador."

"Você quer mostrar sua opinião, mas você verdadeiramente teme pela própria pele. É loucura. Isso não se parece com os Estados Unidos da América, nunca mais, não mesmo."

Melhor do que esboçar a resposta negativa, obtusa, de Denver, Vedder recebeu uma pequena aclamação e um número regular de cabeças acenando, concordando com o sentimento dele.

Esta noite pareceu ser a noite do PJ relaxar e se divertir. Mike McCready estendeu seus solos um pouco mais. Stone Gossard pareceu estar agitando um pouco mais firme e desprendido do que fez o resto da banda.

Esses momentos mais alegres e divertidos fizeram o show parecer mais vivo do que a média das pessoas que vão aos shows de rock costumam experenciar. No entanto, é nisso que o rock estava baseado, pegar uma canção de rádio com 3 minutos e expandi-la numa completa jam , fazendo as canções ganharem vida própria.

Quando a banda fechou o show com a banda de abertura Sleater-Kinney no palco, fazendo duas covers, que, apesar de já terem mais de 30 anos, ainda fazem muito sentido hoje em dia, "Rocking in the Free World" (Neil Young) e "Fortunate Son" (Creedance Clearwater Revival), você poderia ver que o rock estava vivo na sua forma mais pura. Enquanto bandas como PJ existirem, o rock viverá.

As mulheres do Sleater-Kinney abriram o show com a sua própria marca registrada de rock. Aqueles que se lembram de quando o primiro hit da cena "grunge" surgiu, se lembrará do Sleater-Kinney e de várias outras bandas femininas do movimento Riot Grrl.

Alguns anos mais experientes e um pouco mais afiadas como instrumentistas, a música do Sleater-Kinney é tão criteriosa e poderosa como nunca, mas mais melódica e bem estudada. Definitivamente, um bom complemento para a abertura.


     
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