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PEARL JAM
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CURIOSIDADES: Outras Bandas e Polêmicas

 

Bandas e artistas que já tocaram com o PJ ou com membros da banda


- Muitas bandas e artistas já tocaram com o Pearl Jam, seja abrindo os shows do grupo, dividindo o palco com seus integrantes ou tendo o Pearl Jam como banda de abertura. Aqui vão alguns destes artistas: Smashing Pumpkins * Nirvana * The Doors * Keith Richards * Neil Young * U2 * Rollins Band * Butthole Surfers * Urge Overkill * Mudhoney * L7 * Ramones * Grant Lee Buffalo * Alice In Chains * Soundgarden * Ministry * Red Hot Chili Peppers * Bad Religion * Otis Rush * The Fastbacks * American Music Club * The Frogs * Ben Harper * The Who e Pete Townshend * Nusrat Fateh Ali Khan * REM * Rolling Stones * Shudder to Think * Iggy Pop * Cheap Trick * Frank Black * Rancid * X * Tenacious D * Murder City Devils * Neil Finn (ex-Crowded House) * Mike Watt * The Wallflowers * Sean Lennon * The Vandals * Sonic Youth * Supergrass * Rahat Fateh Ali Khan * Beck * Mike Ness * Steve Earle * Johnny Marr * Sleater-Kinney * Mark Seymour (The Hunters & Collectors) * Idlewild * Sparta Tags e covers


- A música 'Daughter', quando tocada ao vivo, tem o seu final prolongado, ganhando uma 'tag'. Uma 'tag' é a inserção de trechos de outras músicas dentro de uma canção. Estas improvisações dentro de 'Daughter' são escolhidas na hora por Eddie, conforme o show. As 'tags' que costumam acontecer são as das músicas:
"WMA" (Pearl Jam - VS); "Rockin in the Free World", "My My Hey Hey" (Neil Young); "It's Ok" (Dead Moon); "Stuff and Nonsense" (Split Enz); "Institutionalized" (Suicidal Tendencies); "Another Brick in the Wall" (Pink Floyd); "The Wrong Child" e "Talk About The Passion" (R E M); "Androgynous Mind" e "Bull in the Heather" (Sonic Youth); "I Believe in Miracles" e "The KKK Took My Baby Away" , "I Believe in Miracles" (Ramones); "Hold on" (Tom Waits); "Monkey Gone to Heaven" (Pixies); "Mother" (John Lennon); "Noise of Carpet" (Stereolab); War (Edwin Starr); Get Off Of My Cloud (Rolling Stones); "People Have The Power" (Patti Smith); "Highway To Hell" (AC/DC); "With My Own Two Hands" (Ben Harper); "Dig Me Out" (Sleater-Kinney).


- Veja algumas covers feitas por Eddie Vedder ou pelo Pearl Jam:
I won't back down (Tom Petty); I've Got Feeling, You've got to hide your love away (The Beatles); Gimme some truth (John Lennon); Fuckin' up, Rocking in the free world, Hey Hey My My - Into the Black (Neil Young); I am a patriot (Steve Van Zandt); The Kids are Alright, My Generation, Baba O' Riley, Naked Eye (The Who); Leaving here (High Numbers - antigo nome do The Who); People have the power (Patti Smith); Can't help falling in love (Elvis); Everyday (Buddy Holly); Little wing (Jimi Hendrix); I got you, History never repeats (Split Enz); World where you live (Crowded House); Trouble (Cat Stevens); Don't Be Shy (Cat Stevens); Throw your arms around me (The Hunters and Collectors); The KKK took my baby away (Ramones); The Ship Song (Nick Cave); Watch Outside (Mono Men); Love/Building On Fire (Talking Heads); Running Out of Time (Dead Moon); Timeless Melody (The La's); Sonic Reducer (Dead Boys); Redemption Song (Bob Marley); The Times They Are A-Change (Bob Dylan); Don't Believe In Christmas (The Sonics); Know Your Rights (The Clash); Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival); I believe in miracles (Ramones); Driven to Tears (The Police) etc. PJ e Neil Young


- As parcerias entre o Pearl Jam e o Neil Young são inúmeras. Uma merece destaque especial: o Bridge School Benefit. É um concerto beneficente anual, com duas datas, realizado em Mountain View (Califórnia) e organizado por Neil Young para angariar fundos para um colégio que cuida de crianças com paralisia cerebral (dois filhos de Neil Young têm paralisia cerebral). O Pearl Jam chegou a participar em vários anos com shows acústicos. Veja os anos em que o PJ participou do evento: 1992 (com Elton John, James Taylor, Shawn Colvin, Sammy Hagar e Neil Young); 1994 (com Pete Droge, Ministry, Mazzy Star, Indigo Girls, Tom Petty & the Heartbreakers e Neil Young); 1996 (com Neil Young & Crazy Horse, David Bowie, Patti Smith, Cowboy Junkies e Hayden); 1999 (com Neil Young, Billy Corgan & James Iha, Sheryl Crow, Green Day, Lucinda Williams, Brian Wilson, The Who, Emmylou Harris e Tom Waits) e 2001 (com Neil Young & Crazy Horse, Billy Idol, R.E.M., Ben Harper, Tracy Chapman, Dave Matthews e Jill Sobule).


- Por serem "veteranos" do Bridge School Benefit, o Pearl Jam acabou acompanhando o crescimento e desenvolvimento de alguns dos garotos do colégio. Mas uma garota, chamada Maricor, tem recebido destaque especial nas duas últimas apresentações da banda, em 1999 e em 2001.
Em 99, Eddie Vedder havia dedicado "Last Kiss" para a menina, atendendo a um pedido dela.
Já em 2001, Ed voltou a se referir a ela, desta vez para mencionar que ela, agora uma mulher, estava cursando o 2º ano da faculdade de jornalismo na Universidade de Berkeley, na Califórnia.
Na primeira noite, como em 99, ele dedicou "Last Kiss" a ela e na segunda noite, ele falou o quanto a faculdade deveria ser algo que pode intimidar e perguntou para a banda qual deles já havia frequentado algum curso superior (só o Jeff). Ele terminou dedicando "Soldier of Love" para ela.


- O disco Mirrorball (1995), uma parceria entre Neil Young e o Pearl Jam, foi realizado em apenas 4 datas (26 e 27 de janeiro e 7 e 10 de fevereiro de 1995), no estúdio Bad Animal, em Seattle. Participaram do trabalho, todos os membros do Pearl Jam, que tinha como baterista Jack Irons. O vocalista Eddie Vedder ficou responsável por alguns backing vocals e letra adicional na música "Peace and Love". Na produção e na engenharia de som, velhos conhecidos do Pearl Jam: Brendan O' Brien e Brett Eliason.


- Por que o nome do Pearl Jam não consta na capa do CD? Porque a gravadora da banda, Epic - Sony Music, não autorizou o nome da banda na capa, já que Neil Young era de outra gravadora, Reprise - Warner. Mas no livreto que acompanha o álbum os nomes dos integrantes do PJ são creditados.


- Para completar, o Pearl Jam - Jeff, Stone, Mike e Jack (exceto Eddie), o produtor Brendan O' Brien e Neil Young, partiram para uma turnê com 11 shows, em 1995.
Tocaram na Suécia, Dinamarca, Alemanha, Suíça, Bélgica, República Tcheca, Irlanda, Israel e no Reading Festival (Reino Unido). No repertório canções do álbum "Mirror Ball" e clássicos do Neil Young, como: "Hey Hey My My (Into the Black)", "Mr. Soul", "Down By the River", "After the Goldrush", "Cortez the Killer" etc.




Temple Of The Dog



- O maravilhoso projeto que reuniu PJ com Soundgarden teve por motivo a morte do vocalista do Mother Love Bone [banda da qual faziam parte Jeff e Stone], Andrew Wood, vítima de uma overdose de heroína, aos 22 anos de idade. Se marcou o fim de uma promissora banda de Seattle, também foi o início do PJ, já que Stone e Jeff decidiram seguir em frente. A idéia para este projeto, que rendeu um álbum homônimo, lançado em 1991, partiu do vocalista Chris Cornell, em 1990, à época no Soundgarden. Ele procurou Jeff e Stone propondo a homenagem, já que ele era muito amigo de Andrew, com quem dividiu um apartamento por um tempo. Stone e Jeff estavam envolvidos na elaboração de uma nova banda (Pearl Jam!), ao lado Mike McCready e de Matt Cameron, que estava "emprestado" do Soundgarden só pra dar uma mãozinha na elaboração da fita-demo, a famosa fita que foi parar em San Diego, para um "tal" de Eddie Vedder. A chegada de Vedder a Seattle foi ao mesmo tempo em que ocorriam os ensaios para o Temple of the Dog e ele acabou sendo convidado para fazer backing vocal em 3 faixas ("Pushin' Forward Back", "Your Saviour" e "Four Walled World") e o vocal principal ao lado de Chris, na clássica "Hunger Strike". Eddie estava sentado, esperando por um ensaio do Mookie Blaylock (antigo nome do PJ) e eu estava cantando algumas partes, e ele, meio humildemente, mas com coragem, veio pro microfone e começou a cantar as partes mais graves para mim, porque ele viu que era um pouco duro. Nós fizemos dois versos com ele executando a parte grave e de repente tive uma idéia, a voz desse cara é maravilhosa para as partes graves. A história fala por si mesma depois disso, aquilo se tornou um single. - Chris Cornell, Spin Magazine 2001.


- O espírito do álbum foi o de homenagear um amigo, portanto não havia pressão de gravadoras, preocupações com vendagens e nada disso. "Reach Down", com seus 11 minutos, é um bom exemplo de como a música fluiu. Era a primeira vez que o guitarrista Mike McCready entrava num estúdio e gravou todo o solo desta faixa numa única tomada. Chris Cornell contou que Mike se entregou tanto à música que nem percebeu que o solo já ultrapassava os 5 minutos e que o fone de ouvido já tinha ido parar longe, o que fez com que metade do solo fosse tocado sem ele ouvir.


- Enfim, o Temple Of The Dog reuniu: Jeff (baixo), Stone (guitarra, violão e slide guitar), Mike (guitarra), Matt (bateria), Chris (vocal, gaita e banjo) e Eddie (eventual backing vocal e principal em "Hunger Strike"). Todas as letras foram escritas por Chris Cornell, que também compôs a melodia de boa parte do álbum. Stone fez a melodia de "Four Walled World", "Pushin' Forward Back" (com Jeff) e "Times of Trouble", por sinal, a mesma melodia de "Footsteps" do PJ cuja letra é de Vedder.


- Impulsionado pelo sucesso do PJ, o álbum lançado em 1991 pela A&M (foi gravado em novembro-dezembro de 1990)entrou pra parada da Billboard em 1992, vendendo cerca de 1 milhão de cópias naquele ano.


- As ligações Soundgarden e Pearl Jam não pararam por aí. Fora a enorme amizade entre Eddie e Chris e o fato das duas bandas terem excursionado juntas no Festival Lollapalooza de 92, há outras intersecções: Matt Cameron acabou se tornando baterista do Pearl Jam em 98, após o término do Soundgarden, sendo o mais duradouro baterista do PJ. Jeff Ament aparece creditado ao lado da faixa "Spoonman" do álbum Superunknown (1994) do Soundgarden, já que ele foi o criador do nome desta canção. E quem tiver o álbum do Audioslave (2002), a banda atual de Chris Cornell, verá nos agradecimentos finais listados no encarte o nome Wes C. Adle, que é na verdade, Eddie Vedder, que usa esse pseudônimo.




PJ X Nirvana


- Bem no começo dos anos 90, quando as bandas de Seattle tomaram conta da música, houve uma controvérsia entre Nirvana e PJ. O líder do Nirvana, Kurt Cobain, acusava o Pearl Jam de se aproveitar da cena 'grunge', fato que foi alimentado pela imprensa na época, ávida por polêmicas. Tal declaração até aparece no diário de Kurt Cobain, "Journals", tornado público em 2002.
O fato é que a rivalidade chegou ao fim bem cedo, em torno de 1992, quando Cobain assistiu à performance do Pearl Jam no MTV Video Music Awards 92, com "Jeremy", e se aproximou de Vedder - eles se falaram mais umas duas vezes depois disso, segundo o próprio Eddie. Neste mesmo ano, quando o Pearl Jam realizou o show gratuito Drop in the Park, em Seattle, Dave Grohl e Krist Novoselic estavam sobre o palco assistindo ao show.
Embora sempre tenha quem queira mexer em velhas feridas - em especial a imprensa - a tal rivalidade se tornou lenda, por conta da relação de amizade que se estabeleceu entre os membros das bandas, e até pelo próprio rumo dado à carreira do PJ, que de fato lutou pra se dissociar do rótulo 'grunge'. Dave Grohl tem muita amizade com Ed Vedder, participando de shows do PJ na Austrália, em 95; fazendo uma turnê alternativa pelos EUA com Vedder, Hovercraft e Mike Watt; dando para Vedder tocar na Self-Pollution Radio - 95 - as ainda exclusivas canções do primeiro álbum do Foo Fighters, e, recentemente, falando sobre os 10 anos do PJ para a revista Spin e participando com Ed do álbum da Cat Power. Krist Novoselic, ex-baixista do Nirvana, junto com Stone Gossard, são envolvidos com a JAMPAC, uma organização sediada em Seattle que cuida de vários temas relevantes aos artistas e aos jovens. Krist também participou das "rádios-piratas" do PJ e tocou com Ed e Dave em "Against the 70's" do Mike Watt.
Além disso, Vedder se sentiu extremamente abalado pela morte de Cobain, como ficou nítido no show do PJ, em Fairfax, na data em que Kurt foi encontrado morto, e na apresentação no programa Saturday Night Live, também em 94.PJ X Ticketmaster


- Esse famoso embate entre o Pearl Jam e a gigante dos ingressos nos EUA, e em outros países também, acabou resultando numa derrota para a banda. O Pearl Jam os acusava de cobrarem preços exorbitantes dos ingressos e de exercerem monopólio no setor, ao dominarem o comércio de tickets em todas as principais arenas dos EUA. O PJ sofreu as consequências dessa batalha, ao terem dificuldade em fazer shows em locais bons e convencionais. Eles eram obrigados a usar locais livres do poder da Ticketmaster, mas nem sempre acessíveis para o público. O resultado foi um enorme desgaste para a banda, que teve sua queixa menosprezada pelo Departamento de Justiça dos EUA, além das turnês mutiladas, perda de público e de dinheiro com a ação. A banda, mesmo lutando por uma causa justa, não contou com o apoio da classe artística, com a excessão do cantor country Garth Brooks, do grupo Aerosmith, do R.E.M., do Neil Young e do Grateful Dead. Em 98, a banda reconheceu a derrota e teve, por falta de opção, que voltar a atuar com a Ticketmaster, ainda que tentando melhorar as regras para venda de ingresso. O mesmo ocorreu na turnê de 2000 e, em shows isolados envolvendo o grupo.




PJ e o The Who


- A influência do Who no Pearl Jam não é novidade. Mas vamos ver algumas das inúmeras ligações das duas bandas:

* A cover da canção "Baba O' Riley" do The Who foi tocada em boa parte dos shows do Pearl Jam na turnê norte-americana de 2000 (embora já faça parte dos shows da banda desde o princípio), com a platéia superando Ed Vedder no clássico trecho "It's Only Teenage Wasteland!".

* No encarte do disco Binaural (2000), na página onde está a canção "Soon Forget", está escrito com uma letra pequena "Thanks P.T.", o que é "Obrigado, Pete Townshend", escrito por Vedder. O The Who já havia usado um ukulele em uma de suas canções, chamada "Blue, Red and Gray"

* Os encartes das 25 Bootlegs dos shows da turnê européia do Pearl Jam, lembram a capa do clássico "Live at Leeds" do The Who, originalmente lançado em 1970 e recentemente relançado como álbum duplo, inclusive no Brasil. Por sinal, é considerado um dos melhores discos ao vivo da história do rock.

* Eddie Vedder é o datilógrafo oficial do Pearl Jam. É ele quem escreve à máquina as letras e textos presentes nos encartes dos CDs do grupo. Toda vez em que ele escreve a palavra "who" (não se referindo à banda), ele coloca uma pequena seta sobre a letra "o", como no logotipo do The Who.

* Ed Vedder sempre declarou que o álbum "Quadrophenia" (1974) do The Who é o disco definitivo da vida dele. Foi o álbum que traduziu aquele período da vida dele e que o tornou, seguramente, um dos maiores fãs do Who na face da Terra.

* Há quem diga que a canção Present Tense tem esse título, em homenagem a Pete Townshend. Fato que já foi confirmado por Eddie Vedder.

* Em 99, Eddie Vedder aproveitou as férias do Pearl Jam para fazer uma série de shows com o Pete Townshend e até com o The Who, no House of Blues de Chicago e no Supper Club em Nova York. No site oficial do Pearl Jam, o Synergy, há detalhes dessas apresentações.

* Pete Townshend foi um dos grandes responsáveis pela continuidade do Pearl Jam após o trágico show de Roskilde, no final de junho de 2000. Eddie Vedder estava transtornado e não sabia se seria correto a banda continuar. Como o The Who já passou por problema similar em um show em Cincinnati (Estados Unidos), em 1979, onde 11 fãs morreram antes do show, Pete Townshend foi quem aconselhou Ed a seguir em frente. "Eu achei incrível que houvesse alguém no mundo com quem eu pudesse me relacionar, alguém que pudesse ter alguma idéia sobre esse evento inesperado e devastador. Testemunhar aquilo, foi a pior coisa que poderia ocorrer com uma banda - ou com um ser humano. Pete me levou à algumas respostas, que eu não seria capaz de compreender sozinho por vários meses.", disse Vedder sobre a ajuda de Pete Townshend.

* Ed Vedder é dono de uma coleção invejável de raridades e bootlegs do The Who e do Pete Townshend, algumas delas dadas de presente a ele pelo próprio Pete.

* No show no Royal Albert Hall em benefício ao Teenager Cancer Trust, em novembro de 2000 (lançado em DVD em setembro de 2001), além de Eddie ser o convidado que mais participou do show, ele foi apresentado por Pete Townshend como "um grande amigo meu, dessa banda, da minha família".

* Durante os shows do Pearl Jam é possível ver Ed dando altos pulos com a guitarra ou girando o microfone como um laço ou Stone fazendo o movimento de girar o braço ao tocar guitarra em "Baba O' Riley; ambos, numa clara homenagem às clássicas performances de Roger Daltrey e Pete Townshend.

* O bracelete que Eddie usou em quase toda a turnê 2000 com as cores branco, azul e vermelho é uma referência às cores-símbolo do The Who (as mesmas da bandeira do Reino Unido).




Ten Club


- O principal elo do Pearl Jam com os fãs, ocorre por meio do fã-clube oficial Ten Club.
Os membros do fã-clube acabam tendo algumas vantagens:

* A mais famosa delas é o single anual de Natal que a banda dá aos fãs de qualquer parte do mundo. Gravados em um pequeno disco de vinil, eles contêm músicas exclusivas, versões e covers. Confira os singles lançados desde 91 na opção FanClub 7" Vinyl no site Synergy .

* Os fãs, principalmente aqueles residentes na América do Norte, tem lugar privilegiado nos shows do grupo. Geralmente os melhores lugares (os mais próximos do palco), ficam reservados para os membros do fã-clube.

* Os lançamentos do Pearl Jam (discos, DVD, livro) são sempre vendidos primeiro para os membros do fã-clube, com descontos especiais, para só depois serem lançados no mercado.

* Os membros do fã-clube ao redor do mundo recebem jornais anuais com mensagens e relatos escritos pelos integrantes da banda, sempre com fotos e imagens.

Quem tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre o fã-clube, deve visitar: www.tenclub.net (ou www. pearljam.com).




Os bateristas


- Um ponto curioso na carreira do Pearl Jam é o número de bateristas que já passaram por lá. O primeiro foi Dave Krusen, que gravou o álbum "Ten" (1991) e aparece no vídeo-clipe de "Alive". Ele deixou a banda porque estava passando por problemas particulares. Para a vaga dele veio Matt Chamberlain, que não durou muito tempo, sendo logo substituído por Dave Abbruzzese. Dave é o homem responsável pelas baquetas nos álbuns "Vs" (1993) e "Vitalogy" (1994). Após as gravações de "Vitalogy", ele foi dispensado da banda por Stone Gossard, que alegou como motivo as famosas 'diferenças de filosofia'. Daí foi a vez de Jack Irons, ex-Red Hot Chili Peppers e o homem que apresentou Jeff e Stone para Eddie Vedder. Jack já havia sido cogitado para a banda, bem no comecinho da carreira deles, em 1990. Jack gravou os álbuns "No Code" (1996) e "Yield" (1998), deixando a banda por motivos de saúde, antes do início da turnê norte-americana do PJ, em 1998. Os caras não pensaram duas vezes e ligaram para Matt Cameron, que, com o fim do Soundgarden, estava disponível. Matt é um velho amigo deles que, além de participar do projeto Temple of the Dog, já havia tocado com Stone Gossard na famosa fita demo que foi enviada para Eddie Vedder e que virou muitas das músicas de "Ten". Bom, esperamos que a história pare por aqui. Por enquanto, Cameron tem sido o baterista que mais está "resistindo" no posto.




Festival de Roskilde


- Foi em 30 de junho de 2000, durante a apresentação do PJ - na canção "Daughter" - neste festival, na Dinamarca, que 9 fãs morreram pressionados contra o palco, além de vários feridos. A banda, chocada com o ocorrido, cancelou os 2 shows que restavam da turnê européia, fizeram uma declaração escrita e estiveram muito perto de terminar com o PJ.
Uma investigação aberta na Dinamarca concluiu que as condições do tempo (chuvoso), a pista escorregadia e a qualidade de som do evento, que fez com que muitas pessoas se aglomerassem próximo ao palco, ocasionaram o acidente.
Numa segunda investigação, concluída em junho de 2002, que investigava os organizadores do evento, ninguém foi indiciado.
Na versão 2001 do festival, a cantora Patti Smith homenageou os fãs do PJ, cantando, emocionada, "Alive". O PJ compôs a canção "Love Boat Captain" do Riot Act, que traz uma referência aos 9 fãs.
A banda estabeleceu uma relação de amizade com a família de uma das vítimas, o australiano Anthony Hurley. Vedder, em novembro de 2002, explicou o que ocorreu: "Nos dias seguintes ao Roskilde, nós estávamos todos inconsoláveis. Eu tenho certeza que os familiares e amigos tiveram que viver com isso de formas muito mais árduas do que nós. Mas nossa própria experiência foi a de que estávamos na posição fetal sobre a realidade do que tinha ocorrido. Pete e Roger do The Who me ligaram, e a única pergunta que fiz a Pete foi, 'O que significa isso, como um carma? Por que ocorreu conosco, uma vez que parece que nós temos trabalhado tão duro para garantir segurança às pessoas que vêm?' Porque sempre tem sido em primeiro [lugar], segurança e respeito pelas pessoas que chegam para nos ver. E ele de fato mudou isso ao contrário: 'Isso pode ter acontecido com vocês, porque vocês podem lidar com isso'."
O empresário Kelly Curtis, confirmou que a banda quase chegou ao fim, "Nós retornamos da Europa pra casa e, passado um mês ou mais, nós percebemos que nem falamos adeus para o pessoal que trabalha conosco. Então, na noite anterior ao início da turnê na América, nós fizémos esse grande jantar para todos [da equipe deles] que estavam em Roskilde. Um monte de gente que não tínhamos visto desde então. Eu acho que isso de fato, de alguma forma, recuperou emocionalmente todos. Mesmo o público foi muito respeitador, como que compreenderam. Os primeiros shows [da turnê americana] foram muito assustadores para os caras. Mas eles se uniram, e acho que o público teve muito a ver com isso. Se eu acho que havia alguma chance deles se separarem? Eu provavelmente senti mais dessa forma logo depois do Roskilde." "Love Boat Captain" será tocada sempre como um tributo às vítimas desse show.
     
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