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ARTIGO: "An American Pearl Jam in Paris", Rolling Stone - 2000 |
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"Respondendo em definitivo, a qualquer pergunta sobre a contínua importância e a atração do público pela banda, o Pearl Jam estremeceu a Bastilha, com um show explosivo, de duas horas de duração. Passando por todas as fases dos 10 anos de carreira, a banda de Seattle agitou o enorme Palais Omninsports, em Paris, num show esgotado, onde os gritos eufóricos dos fãs, preencheram a noite. Como numa partida de futebol, eles cantavam intensamente 'Pearl Jam'. 'Je t'aime, Eddie!' ('Eu te amo, Eddie'), também era uma das favoritas. Bandeiras americanas eram agitadas pela multidão suada. 'Merci beaucoup', respondeu timidamente o vocalista Eddie Vedder. Pegando uma gaita, que foi jodada no palco, ele disse: 'Isso pode ser um presente, tanto do povo da França ou de um cara aí no meio. Vocês colaboraram ou não, pessoal?' Embora a compreensão de suas palavras foi frequentemente perdida na multidão, a música foi universal. O Pearl Jam vem sendo atormentado nos últimos tempos, ao ver a sua reputação posta em cheque pelas turnês mutiladas, as vendas reduzidas e as brigas políticas com a Ticketmaster - mas eles parecem ter chegado aos termos agora. O novo álbum, 'Binaural', tem o estilo dos primeiros trabalhos da banda, e eles estão saudáveis e prontos para agitar. Eles iniciaram a turnê européia na última semana, e a parte americana começa no início de agosto, com várias cidades com ingressos esgotados. A única pergunta da noite era: Eddie ainda pode fazer isso bem? Em uma palavra: absolutamente. Talvez sua 'fúria' tenha sido temperada pela idade, e seus dias de escalar as estruturas do palco e de stage-diving, foram interrompidos pelo seu quiropraxor; mas, aos 35 anos, Vedder também está mandando bem. Mais seguro como músico e performer do que no passado, Vedder provou ser ainda um "deus' para os 'garage rockers'. Sua performance eletrificante dominou a noite. E, pela primeira vez, o normalmente recalcitrante 'star', pareceu apreciar tocar guitarra. Embora ele não esteja no mesmo nível que o deslumbrante Stone Gossard, e nem do bem direcionado Mike McCready, Vedder provou ser um sólido adicional para o grupo e, até mostrou se divertir com isso: exibindo alguns movimentos de quadril e girando o braço como Pete Townshend. A banda, com o ex-baterista do Soundgarden, Matt Cameron, e o baixista Jeff Ament, que funcionam como um motor da locomotiva para o trem Pearl Jam, nunca soou melhor. Abrindo com a primeira faixa do disco 'Binaural', 'Breakerfall', Vedder foi muito bem - um pouco reservado - fazendo apenas alusão ao impetuoso homem da era grunge que a platéia esperava ver. Voltando ao tempo com 'Animal', de 1993, seu pequeno corpo começa a mexer. Mas, com a apoteótica 'Given to fly', ele escancarou a garganta. Berrando o refrão, braços abertos, o público cantando com entusiasmo atrás dele, Vedder praticamente sacudiu a Torre Eiffle. Diminuiu a intensidade com o encantador, e excêntrico primeiro single do novo álbum, 'Nothing As It Seems'. Voltou a levantar com 'Evacuation', uma música crítica, do tipo The Police e que ilustra o estilo característico das letras de Vedder. O público teve uma síncope, quando a banda tocou uma versão mais extensa e angustiada de 'Alive' e, braços foram estendidos durante o emocionante refrão. Vedder assumiu os violões na cantarolante 'Better Man'. 'Daughter' estava belíssima, um híbrido de potência e determinação. E o devaneio clássico da banda, 'Wish List', foi um apropriado oasis de charme e humor. Depois disso, raramente a energia ficou abaixo do delírio. A 'metralhadora' 'Even Flow', deixou a área próximo ao palco empolgada. Vedder levou o respeito pelas guitarras à paixão em 'Rearviewmirror', que se tornou uma longa 'jam session'; tão comprida, que a platéia estava mais do que aquecida para o arrematador trecho final: 'Saw you so much clearer/Once you were in my rearviewmirror'. No clímax, McCready quebrou sua guitarra, separando-a em vários pedaços, que ele jogou para a platéia. A banda fez a gritante e eufórica platéia esperar um bom tempo antes de voltarem para um longo bis. Vedder andou de skate no palco e se serviu de um champagne. Os pontos altos foram a estrondosa 'Hail, Hail'; a meio psicodélica 'Once' e duas das melhores baladas da banda: 'Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town' e a bela 'Black'. Mas, quando o Pearl Jam resolveu tocar a clássica 'Yellow Ledbetter' para fechar, levou algumas pessoas da platéia a chorarem de emoção. Ficou evidente que os parisienses, conhecidos pela paixão, encontraram seus parceiros."
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