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PEARL JAM
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ARTIGO: Entrevista com o Pearl Jam por Nicole Keiper, CMJ - 2002


Se você se esqueceu do Pearl Jam, enquanto não estava na moda demonstrar abertamente seus sentimentos, considere que uma das maiores bandas dos Estados Unidos, mantém seu cortejo fervente, a inclinação anticorporativa e acabou de completar seu contrato. Em uma época em que honestidade conta, quem você pensa que está indo mudar o jogo?

Eddie Vedder carrega consigo em todo lugar um caderno de composição [com capa que parece um] mármore. No estilo dele, "3 por 1 dólar" - nada fantasioso, mas ele contém seus pensamentos e idéias que, eventualmente, se tornarão letras do Pearl Jam, canções do Pearl Jam. Palavras que, no momento certo, milhões de pessoas cantarão junto. Ele o coloca a algumas polegadas de sua mão esquerda, sobre uma mesa na varanda de um hotel em Manhattan, tendo aprendido a não deixá-lo fora de sua visão, desde quando seu caderno fora roubado do camarim, há 10 anos, na Suécia.

Ele está folheando-o, quase nervosamente, as pontas dos dedos passando sobre as lacunas em branco nas folhas, reservadas para inserir o nome, onde, nas partes dedicadas às anotações da banda, se vê rabiscado em letra maiúscula a frase: NOT YOURS. [Não é seu]

Essas duas palavras dizem muito. O caderno de Vedder, idéias e canções que ele e sua banda escreveram, a vida de um homem que luta para serem coisas que ele respeita: não suas.

É uma mensagem que ele tem mantido continuamente: em entrevistas, letras, canções nomeadas como "Not For You". Não tem mudado muito. O que é bem-vindo agora: o tempo não poderia ser melhor para um músico que é dono de si, uma banda que é dona de si, para uma música que é pura. Em um mundo em levante, nós poderíamos usufruir de um pouco de honestidade.

Mas, em qualquer outro lugar, Vedder é diferente. Seu cabelo cortado rente está crescendo - se foi o penteado desgrenhado; o moicano foi retirado também. Ele estará com 40 anos em breve [em 2004], e ele é capaz de seletivamente abaixar a guarda e responder a perguntas com encanto e sinceridade. Ele amadureceu.

O Pearl Jam está para lançar o "Riot Act", o 7º álbum ou o 80º se você contar os discos ao vivo. As coisas para o Pearl Jam, também tem mudado. A banda está concordando em fazer "1/3, talvez 1/2 a mais" de entrevistas, de acordo com o guitarrista Stone Gossard. Eles fizeram um vídeo, embora ele não será lançado na América: uma performance ao vivo de "I Am Mine", usando audio ao vivo, como em "Alive" e "Even Flow", só que sem público. E com esse álbum, 12 anos de carreira, o Pearl Jam está para encerrar o contrato que eles têm com a Sony, desde antes o álbum "Ten". É uma marca de referência. Eles alcançaram o fim de um extenso compromisso, que os levou de jovens esperançosos de 20 e poucos anos, garotos relutantes em aparecerem em pôsteres a combatentes idealistas contra a Ticketmaster e uma banda veterana de carreira. O mais importante disso tudo, embora, é que eles estão entusiasmados com a música.

Eu o amo , diz com um sorriso o guitarrista Mike McCready, afundado em um sofá. É um dos melhores, senão o melhor que nós já fizemos. Até mesmo o fato de estarmos afim de fazer entrevistas e falar dele, é imenso. É uma ocasião imensa. E está mostrando o quanto gostamos dele.

McCready, o mais afável membro da banda, é o único a falar isso abertamente. Tirando um monte de tatuagens na parte superior do corpo, ele é um cara comum; ele seria aquele cara trabalhando em sua loja de guitarras na redondeza, que de verdade conhece seu negócio e não está apenas procurando se exibir pra quem estiver em sua frente, caso não estivesse numa das maiores bandas de rock do mundo. Ele está atraído por este álbum, em parte, provavelmente, porque ele está mais proeminente do que ele tem estado [nos álbuns] desde o "Ten": É só perceber um olhar do Ed, e é como: 'Oba, estou no comando' [fazendo o solo ou a parte principal de guitarra], ele diz entusiasmado. Eu acho que é meu apoio nessa banda, então, toda vez em que posso solar, especialmente conosco nessa banda, significa muito para mim, espiritualmente.

Stone Gossard também está atraído pelo "Riot Act", um pouco reservado num primeiro momento. Andando lentamente pelo quarto do hotel, como se estivesse inquieto de ter que fazer tudo isso de novo, usando óculos coloridos, ele senta no canto, concordando meio sarcasticamente , por meio de pequenos comentários para McCready: Isso soa como uma boa resposta.

O baixista Jeff Ament, alto e com uma estrutura de corpo mais forte, é o que mais intimida dos 5. Com os membros envoltos em uma cadeira confortável, ele te encara o suficiente pra te deixar com a sensação de que ele está te examinando, tentando decidir se você está mal-intencionado, antes dele se abrir. A conversação flui com mais facilidade com Ament e o baterista Matt Cameron, quando nós falamos sobre a música de outras pessoas. Ambos elogiam Neko Case. Ament demonstra amor pelos Doves e Interpol. Cameron falando sobre Neu! e Can. Ambos estão orgulhosos do "Riot Act". Ament sente "mais química" nesse álbum; ele "foi concluído mais facilmente e muito rapidamente" . Até mesmo pelo processo de gravação eles estão apaixonados: A tranqüilidade que tivemos nesse período juntos foi simplesmente demais , diz Cameron, Ament concordando com a cabeça. É volumoso, sólido e ecoante, como se tivessem gravado o baixo e a bateria em uma catedral.

Daí tem Vedder.

Umm.., bem, estou satisfeito que nós o fizemos , ele introduz num primeiro momento. Ele demora para fazer contato de olho, a cabeça abaixada, mexendo com os pêlos da barba que ele tem embaixo do lábio inferior. Não é que ele não conclua uma colocação que esteja fazendo; é que simplesmente sua mente está pensando em coisas maiores.

Desde o último álbum deles ["Binaural", 2000], o homem que Vedder ironicamente chama de Bush Junior foi eleito, Ralph Nader foi desprezado e as Torres Gêmeas [do World Trade Center] caíram. É um período doido para estar compondo , diz Vedder, com os olhos fixados olhando para a mesa. O que é bom. Parece que você quer colocar pra fora tudo com o que você estava lutando em sua cabeça, que você queria pôr em algum lugar. A maior parte disso veio de conversar com amigos sobre tudo o que estava acontecendo com o mundo. Mas foi bom colocar isso em um lugar, organizar. Não foi fácil fazer isso, meramente porque você queria falar sobre algumas coisas que estava sentindo, mas que não era, necessariamente, o mais poético dos assuntos, você sabe, ganância. Eu estou me sentindo aliviado, feliz que tenha sido concluído e pronto pra me mover para outras canções e pensamentos.

Tenho tido um período difícil ultimamente , ele diz suspirando. Essa espécie de predileção pela guerra que essa administração parece ter, essa coisa toda com o Iraque; tenho feito um pouco de pesquisa, que está apenas me confundindo mais. Estou meio em estado de torpor, de verdade. Possesso e em torpor.

Você deve ter formado algumas suposições sobre Eddie Vedder ao longo da última década. Ele parece arduamente sério: ele vem sendo acusado de não ter senso de humor, de ser zangado também. O que torna isso tudo mais surpreendente, endereçando-se a ele de perto. Ele é um cara de altura normal, talvez 5' 6'' (cerca de 1,70m), magro, com uma calça larga, tênis e uma camiseta velha. Ele preenche a fala com tiques: afundando a mão em seu cabelo, batendo no maço de cigarros American Spirits ou no seu isqueiro de loja de turista de Seattle, mexendo em seu caderno. Ainda assim, ele está tomado por uma calma de surfista, tem uma risada dócil e um sorriso largo, contagiante, que vem de uma embaraçada tímidez e polidez. A imposição física de Vedder aparece somente quando ele faz contato de olho - uma vez que ele fixa o olhar, os olhos parecem que não vão se mover nunca mais. Ele até mesmo me pergunta, quando o sol do meio-dia de setembro bate diretamente nele, se haveria problema se ele colocasse os óculos escuros - ele os tiraria assim que os raios de sol passassem.

O foco fixo daqueles olhos é que te deixam saber que ele está ouvindo intensamente. Ele presta atenção, pega em detalhes [o que você diz]; você sabe disso, quando ele comenta coisas ditas 45 minutos antes; e ele não espera apenas a vez dele para falar. Dentro da linha de trabalho dele, ele faz você se sentir magnificamente importante.

Essa sensitividade dele é tanto uma benção como uma maldição: essa honestidade é o que leva as pessoas a ele, e muito de sua humildade tem feito dele um ícone. Mas é também o que o faz incapaz de digerir o tumulto e voltar para o business como seria o usual.

McCready, Gossard e Cameron, que podem abrigar também um pouco da mesma desordem interior, estão aceitando o business como usual ao conversarem sobre o "Riot Act". Que é importante falar sobre ele, que representa um passo relevante no crescimento musical do Pearl Jam, independente disto estar vinculado à emoção de Eddie Vedder. Se é a paixão de Vedder que dá à música sua alma; a habilidade da banda é sua espinha dorsal.

O "Riot Act", também é diferente. É menos direto que o Binaural (2000), não tão ramificado como o "Yield" (1998) ou o "No Code" (1996). O ponto de referência mais próximo poderia ser a mistura de urgência e composição precisa do "Vitalogy" (1994).

Mas as canções parecem mais como pensamentos completos, riffs se tornando em partes de destaque perfeitas, pré-refrões deslanchando em refrões com harmonias viçosas e delays nas guitarras combinando com linhas de baixo elegantes e pesadas. "You Are", composta por Matt Cameron, poderia ser a mais esforçada tentativa de [se fazer] uma deslumbrante e estonteante canção pop que a banda já compôs; "Save You", a canção rock mais segura deles. É um álbum maduro, um álbum de rock honesto e sólido, com uma sonoridade ao vivo como a energia do Pearl Jam.

Como o pêndulo está começando a balançar da música de festa em direção à música cerebral, novamente, alguns poderiam argumentar que seria o período perfeito para o rock que é livre, preenchido com melodias e mensagens puras e maduras, como ocorreu quando o Pearl Jam surgiu. Ament não tem tanta certeza que essa renascença está sobre nós, mas ele tem esperança.

The Hives, The Vines, Strokes e todas essas coisas, elas são bandas pop e atuam com a coisa da publicidade pop. Eles têm tido um estratagema , ele diz. Eu amaria ver Joseph Arthurs ser grande, alguém que é um artista verdadeiro. Música como essa é cerebral, mas é tão musical, tão profunda e rica, que realmente não funciona no planeta das rádios. Mas se uma banda como o Queens of the Stone Age pode chegar às rádios, é um movimento na direção certa.

Parece ser como uma grandiosa justiça que o Pearl Jam lançasse o melhor álbum deles enquanto rumores do retorno do rock estão borbulhando no mainstream; enquanto a indústria musical está em desordem; enquanto eles estão perto de terminar o contrato que os ligam a um grande selo. Há muito de poder latente aí, a banda deve escolher se tornar independente, ser [sua própria] empresária.

Mas não há nenhuma conversa sobre isso ainda.

Seja lá o que faremos a seguir, se vamos com alguma outra [pessoas/gravadora] ou se permaneceremos com a Sony, ou seja o que for, será um novo começo em termos de sermos capazes de lançar material da forma que quisermos, tendo a liberdade , explica Ament. Estou atraído por isso, se eu gravar 6 ou 7 canções e estar de fato empolgado com 4 delas, eu posso simplesmente lançá-las e não ter que [fazer] disso um grande negócio, apenas lançar música.

Eu acho que nós estamos orgulhosos por termos atravessado nosso contrato inteiro, e que nós nos mativémos firmes aos nossos princípios, em termos de focarmos em fazer nossa parte no negócio e realmente fazendo-a até o fim , diz Gossard, que já se arriscou como empresário de um selo, o agora encerrado Loosegroove. Estar em uma banda depois de 7 álbuns, fazendo um disco do qual todos nós nos orgulhamos, acho que nós todos nos sentimos bem sobre isso [um novo contrato]. Sinto como um novo começo em termos disso. Nós somos de verdade afortunados por termos estado juntos em uma banda, de termos continuado nossas relações, de termos passado por todos os conflitos que inevitavelmente você atravessa nas colaborações criativas - especialmente aqueles que são bem-sucedidos, que possuem um monte de risco, sobre os quais um monte de gente tem opiniões.

Há muita energia que alimenta suas colaborações e essa energia pode facilmente se romper, quando todos se focam no negativo. Então, nós estamos seguros; somos um bando de caras que estão felizes por termos lançado um álbum.

Mais tarde, Vedder está sorrindo. Ele está pensando sobre uma viagem pra surfar que ele fez com um amigo, não muito tempo atrás, flutuando numa boa, à toa, as ondas quebrando em um agradável lugar desabitado, em toda direção não há nada, a não ser natureza. Talvez ele possua um pouco daquela terra e uma pequena cabana em algum lugar, ele menciona em silêncio, como se estivesse um pouco desconfortável com o fato de que, se ele acha algo bonito, ele tem recursos para possuí-lo. Ele se sente em paz aqui [onde está].

Eu pensei comigo mesmo , ele diz, olhos azuis e um sorriso largo, música me trouxe até aqui. Música.

Ele se sente com um grande débito com a música neste sentido; pelo o que sua própria música o levou; pelo o que a música e mensagem de outras pessoas têm dado a ele. Um débito pelo qual ele tem gasto sua carreira para reembolsar.

No documentário "Hype!" (1996), sobre a luta das bandas de Seattle com a excessiva exposição da cena musical, Vedder opina que, "se toda essa influência que essa cena musical tem, se nada for feito com isso, seria uma tragédia. Se não for feito algum tipo de mudança ou algum tipo de diversidade. Se eles finalmente tomarem a dianteira e nada for tirado disso, [esta] seria a tragédia."

Como um cara mais jovem, Vedder recorreu às mensagens de músicos para ajudá-lo a dar sentido à sua confusão, como muitas pessoas jovens recorrem a ele agora. Aos 38 anos, ele recorre a amigos como Ralph Nader [ex-candidato pelo Partido Verde ao governo americano nas eleições de 2000] e ao escritor/historiador Howard Zinn.

Sinto que tenho tido ótimas influências ou inputs, de forma a se aproximarem com minhas opiniões , ele diz. Falando com Zinn e procurando fora da informação liberada pela mídia comum, de maneira a encontrar qual é a verdade de fato, o que está realmente motivando essas reações de nosso governo. Você começa a sentir que, quanto mais você se aprofunda, mais isso se parece como um jogo de golfe em que você simplesmente não pode mexer os pauzinhos, é tão confuso. Eu acho que é bom pra lembrar, [que não é para] ser oprimido por isso. Howard é de verdade muito bom em ser esperançoso. Ele tem passado por muito, ele passou pelo movimento pelos Direitos Humanos nos anos 60, na época ele lecionava em uma faculdade só para mulheres negras em Atlanta. Ele participou dos protestos [contra a guerra] do Vietnã. Ele tem esse ponto de vista verdadeiramente positivo de que as pessoas podem ser efetivas, só demonstrando o apoio delas, expondo sua opinião, até mesmo ficando nas ruas. Há 50.000 pessoas protestando alguma coisa, isso faz diferença.

Vedder está apaixonado com a idéia de ser consciente, e ele tem estado muito disposto a isso. Ele deixa isso bem claro no "Riot Act" - até mesmo o título do álbum, que possui o nome da lei de 1715, passada pelo governo britânico para evitar a reunião de grupos para protestarem - é uma declaração audaciosa. Os fãs tem contemplado se a banda está fazendo uma alusão ao Pat riot Act do [atual] governo americano ao evocar o nome [dessa lei], ou se é um pedido para protestar, para se tornar ativo. Só que a "doutrina" de Vedder tem levado muitos fãs a um "debate honesto, aberto" , uma frase que o cantor usa freqüentemente. Isso se materializa no forum do site oficial do Pearl Jam em uma variedade de formas: do discurso prolongado e inteligente sobre a guerra e frases como "Senador Daschle é um palhaço imbecil" a apelos pra que Vedder cale a boca e só cante.

Eu venho sendo questionado nas últimas semanas, 'Bem, como você acha que pode mudar as coisas?'. E eu estava mais ou menos me sentindo culpado, como, 'Ok, eu não posso mudar as coisas e eu certamente não sou uma voz para ninguém, a não ser eu mesmo'. Mas te torna capacitado sentir como se você pudesse. Eu não quero pedir desculpas por me sentir como se eu pudesse mudar alguma coisa, mesmo que isso esteja lançando pensamentos para levar a um debate honesto e aberto. Acho que é importante que todos se sintam dessa forma, que eles podem fazer diferença, mesmo que seja de uma forma pequena ou como um indivíduo.

Ele constata que as pessoas o vêem como um pregador. Mas você deveria discutir política com ele; fica claro que fazer pregação não é de fato a intenção dele. O objetivo dele, em maior parte, é só sugerir a você que pegue um tempinho para pensar.

Sobre ganância: Nós ouvimos essas histórias sobre esses chefes-executivos escapando com US$200 milhões em suas contas bancárias e 20.000 pessoas demitidas por causa de seus empregos de US$30.000 e deixadas sem nada. Se você pensar sobre isso, é como um crime violento, tirar o sustento de quem tem filhos pra criar.

Natureza: Eles estão alterando alimentos, transformando em comidas Frankenstein que são geneticamente modificadas e nós de fato não temos tido o que dizer sobre isso. Como eles puderam escapar de rotular leite que vem de uma vaca modificada por engenharia genética? Tomates que foram feitos dessa mesma forma? E de verdade adulterando a essência da natureza orgânica da vida?

Comando: Logo após o 11 de setembro, havia uma energia intensa e, novamente, é um pensamento desejável, mas você se pergunta o que um líder com mais empatia, ou que ao menos tivesse visto uma oportunidade, teria feito? Eu acho que Bush Jr. perdeu uma verdadeira oportunidade de pedir às pessoas para se unirem. Ficou tudo focado em vingança: 'Nós vamos pegar esse cara' [Bin Laden] e 'Wanted Dead or Alive'. É algo como: 'Bush Junior cita Bon Jovi em Pronunciamento à Nação'. Tenho a impressão de que ele deveria ter dito, 'nós sofremos um grande ataque. Estávamos todos lá, nós todos vimos isso. Encontraremos quem fez isso. Vamos nos unir como uma comunidade; fazer de verdade esse país como um [país] ótimo pode ser. Vamos pegar o espaço vazio no fim da rua e transformá-lo em um campo de bola para crianças; nos unirmos de fato e fazer cada comunidade mais forte com essa emoção que temos ao estarmos juntos. Vamos pôr em prática em um nível menor'.

Consumismo: Não comprem o disco no dia 29 de novembro, [revista Ad Busters sugeriu que o dia 29 de novembro fosse o Buy Nothing Day, um dia em que as pessoas deveriam passar sem comprar nada]. O disco vai sair um pouco antes disso. Eu quero dizer, não o compre de jeito nenhum, façam o download dele. Isso de fato não importa - há um monte de canções sobre ganância nele. Eu não posso dizer 'comprem o disco'. Mas, seja lá o que você faça, não o compre no dia 29.

Os fãs do Pearl Jam, que zelosamente absorvem o conhecimento dele, tem muito para refletir; aqueles desejando que ele pare de fazer discursos, muito para compreender. O primeiro grupo [dos que absorvem], se darão melhor com o "Riot Act".

Eu sinto que temos uma responsabilidade com nosso público, que nós não os levaríamos para um caminho errado. As pessoas podem só pensar, sabe, 'Ele que se f**a', mas, esperançosamente, eles farão um pouco de pesquisa antes de formarem uma opinião e podem encontrar que eu sei do que estou falando a respeito. E, novamente, somente porque eu tenho feito algum trabalho de base [de pesquisa].

É um período importante para se tornar ativo. E se vocês não fizeram isso antes, apenas tentem e vejam como se sentem. Eu garanto a vocês que há algum poder aí - vocês começam a serem capazes de ler coisas e não se sentirem assim: "Oh, eu não posso fazer nada sobre isso". E vocês constatam: "uau, eu não sou o único que está preocupado com isso" ou "Eu não estou à margem" e "eu não sou um maldito hippie" , ele diz com um sorriso, que é algo que ele vem sendo chamado freqüentemente.

Vedder está muito focado em ter poder e mudar; há temas que ele evoca freqüentemente. E há temas que, no fim, voltam para a música, e o que isso traz às pessoas. O que trouxe ele.

É uma coisa de fato poderosa, o ato de plugar [os instrumentos] e tocar com outras pessoas , ele diz. Novamente eu acho que nós estamos falando sobre capacitar, e é uma boa palavra pra se pensar a respeito, especialmente neste período. É de fato um grande sentimento. E ainda é. É como surfar: eu conheço um monte de caras que estão com 50, 60 anos, que estão aí [surfando], amando isso de verdade, e isso dá a sensação de algo que realmente te preenche e continua te oferecendo cada vez mais. Música é desse jeito.


     
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