18/04/2003, Sexta * Nashville, TN - AmSouth Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Oceans, Love Boat Captain, Breakerfall, Gods' Dice, Save You, Do The Evolution, Cropduster, Light Years, MFC, Deep, Even Flow, Daughter/(Another Brick in the Wall)/(Androgynous Mind), Insignificance, Parting Ways, Better Man/(Wild Thing), Rearviewmirror
enc 1: Bushleaguer, Free Jazz, Small Town, Know Your Rights (cover do The Clash), Alive, Sonic Reducer (cover do Dead Boys com Cheeta Chrome dos Dead Boys)
enc 2: Leaving Here (cover do High Numbers - com Sleater-Kinney), Fortunate Son (cover do Creedence Clearwater Revival - com Sleater-Kinney & Steve Earle), Rockin' In The Free World (cover do Neil Young - com Sleater-Kinney)
Enquanto um monte de artistas populares de música country de Nashville, se aventuram em atos de simbolismo patriótico, os compatriotas Eddie Vedder e seu PJ trouxeram sua própria mensagem política, na sexta à noite, quando chegaram na cidade.
Vedder estava atipicamente silencioso por boa parte da noite no AmSouth Amphitheatre, mas ele finalmente re-emergiu, no segundo bis da banda, vestindo a máscara de George W. Bush e acenando o símbolo da paz, num estilo Richard Nixon.
Depois de retirar a máscara, Vedder cantou: "He's not a leader, he's a Texas leaguer", tocando "Bushleaguer" pela primeira vez, desde o controverso começo da turnê "Riot Act" 2003, em Denver.
Somente algumas poucas vaias puderam ser ouvidas no AmSouth, com os fãs parecendo encontrar-se honestamente em apoio dos óbvios pontos de vista políticos de Vedder, quando ele cantou para a máscara e a colocou no pedestal do microfone. Ele beijou a máscara no final da canção, dizendo: "Free speech lives on" [Viver da liberdade de expressão].
Até aí, o público havia sido tratado com um show estelar, e, talvez, o show de abertura teve mais a ver com música do que ativismo político.
Não há muito tempo atrás, o PJ era, possivelmente, a banda mais popular do mundo. Sexta à noite, o grupo provou porquê.
Parecendo tipos comuns em roupas de lojas baratas, eles - Vedder, Stone, Mike, Jeff, Matt e o tecladista Boom Gaspar - inocentemente fizeram o papel de rock stars quando a platéia gritava: "Pearl Jam", "Pearl Jam".
A banda abriu com a melancólica "Oceans", uma escolha atípica, e começou uma porção maravilhosa do que viria a ser um show formidável. O PJ se desviou várias vezes do setlist preparado, e ultrapassou a marca de 2 horas, tocando uma extensa versão de "Rockin' in the Free World" do Neil Young, bem depois que as luzes já haviam sido acesas (surpreendendo até mesmo os fãs mais antigos).
O show teve a maioria dos hits esperados dos 12 anos de carreira da banda, mas a performance se tornou crescentemente localizada com as aparições de convidados, como o guitarrista de Nashville, Cheetah Chrome, co-fundador da seminal banda punk, Dead Boys, bem como do cantor de alt-country, politicamente franco, Steve Earle.
Earle fez backing vocals na versão contagiante da crua "Fortunate Son" do Creedence Clearwater Revival, que também contou com o grupo de abertura Sleater-Kinney. Com todos esses roqueiros de inclinação esquerdista sobre o palco, todos de uma vez, cantando uma penetrante pérola da era-Vietnã, Vedder não precisou de máscaras ou acessórios de palco pra mostrar sua opinião.
Não cometa erros: As Dixie Chicks nunca iriam assim tão longe. [Nota: Dixie Chicks é um grupo feminino de pop-country que teve CDs destruídos e sofreram boicotes, após criticarem o presidente Bush]