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Troubled Souls, Unite! - Ano novo, Gravadora nova? |
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Venho falar de um assunto bem delicado que, apesar da maioria dos fãs da melhor banda do mundo não se envolverem e não se interessarem muito por isso, é algo de suma importância para o futuro de nossa banda favorita. Após o lançamento de "Riot Act", encerra-se o contrato do Pearl Jam com a Sony Music. E agora, o que ocorrerá? A Sony foi responsável por todos os lançamentos oficiais do Pearl Jam até hoje e, após todos estes anos, com o amadurecimento da banda e também uma nova postura da indústria musical americana (sabemos que hoje nos Estados Unidos o que vende é Hip Hop e Pop em geral), temos um tripé de opções para o futuro de nossa banda. Especulações são o que mais lemos e escutamos no mundo afora, mas baseando-se em informações de fontes confiáveis, sabemos que um dos seguintes caminhos será seguido por Vedder e Cia: Renovação de contrato com a Sony; um novo contrato com outra gravadora; ou então, a opção que faz brilhar os olhos dos fãs que estão mais por dentro da história da banda: sim, sim, tornarem-se independentes. Analisar cada uma destas opções é bem complicado, mas tenho uma opinião sobre cada uma delas, e espero que estas também despertem opiniões em cada um de vocês, fãs loucos como eu: Em primeiro lugar, nós sabemos que de uns tempos pra cá, a relação Sony - Pearl Jam não é das melhores. Sabemos que fatos como a antiexposição à mídia, a divulgação escassa dos álbuns e outras atitudes adotadas pela banda obviamente prejudicam vendagens, e, enquanto esse negócio de vender bem para o Pearl Jam não significa nada, sabemos que para a Sony...significa tudo. Renovar um contrato pra mais 5 ou 6 álbuns sei lá, e prender-se por mais uns 8 ou 10 anos na mesma gravadora, pode ser ao mesmo tempo muito bom para a banda, que terá tranqüilidade para trabalhar, e também pode ser horrível, pois ficar escutando lorota de gravadora sobre vendagens; na boa, deve ser um saco. Mas amigos, temos que admitir que, por tratar-se de uma puta gravadora internacional, temos sim muitas vantagens do Pearl Jam fazer parte do time da Sony. Não tivemos, por exemplo, lançamento simultâneo de "Riot Act" com o resto do mundo, mas passaram-se alguns dias e o nosso novo álbum já estava nas lojas. Isso aconteceu não só agora, mas também nos últimos lançamentos. Por ser uma gravadora que tem proporções mundiais, encontra-se hoje "Riot Act" em todo o Brasil, além do serviço de vendas pela Internet que funciona perfeitamente. Mas, claro, sabemos que nenhum bom serviço no mundo é barato e muito menos de graça.... Não existem CDs mais caros que os da Sony..."Riot Act" gira em torno de $30 reais e mesmo os antigos estão entre $24 e $28... Num país como o nosso, com a moeda em estado de loucura, fica muito difícil pra nós, não é mesmo? Bem, vejamos a opção de uma nova gravadora. Cá entre nós, trocar o certo pelo duvidoso não parece ser muito inteligente. Seria uma simples troca da Sony para uma outra similar...vamos citar a Virgin ou EMI, por exemplo. Não acho, sinceramente, que alguma outra gravadora 'grande' tenha uma filosofia muito diferente da Sony, valorizando algo que o Pearl Jam prega há uma década a quem quiser ouvir: Valorização à boa música . No fim das contas, pode ser que uma mudança de gravadora vai ser mais ou menos como mudar de uniforme, mas não exatamente mudar de time, ou das regras que ele impõe. Se é pra tentar algo novo, um novo rumo na indústria musical, um novo conceito na arte de se gravar, produzir e distribuir novos discos, não acho que vá ser em qualquer outra gravadora que teremos uma clara mudança. Portanto, se for pra trocar 6 por meia-dúzia, que fique mesmo na Sony, na qual já sabemos que pelo menos o serviço funciona. E funciona bem. Ora, ora, o que pode acontecer então? Seria esta última opção mais uma carta tirada da manga, mais um fato que com certeza agitaria o mundo do Rock e influenciaria várias outras bandas: tornar-se independente. Imagine o Pearl Jam lançando discos por si próprio, sem contrato, especificando quantos álbuns devem ser lançados em um determinado espaço de tempo, ou sem pré-análise da gravadora antes de lançá-lo. Não me esqueço de uma coisa que li há um tempo atrás e fiquei indignado. Dizem que antepenúltimo (ou penúltimo, não sei bem) álbum do Aerosmith - "Nine Lives" - foi barrado por diretores da gravadora ao escutá-lo, alegando que não era bom o bastante para lançá-lo, e então a banda teve que voltar as pressas ao estúdio e começar tudo de novo... Se é boato eu não sei, mas o simples fato de isso ser pelo menos uma possibilidade, já me assusta. Vocês acham que o Aerosmith, que é uma banda que tem uma puta história de respeito, precisa passar por isso? Imaginem só, se isso realmente ocorreu, talvez o disco barrado pelos senhores diretores fosse ruim pra eles, mas talvez os fãs iriam curtir! Será que as gravadoras têm o direito de privar os fãs de conhecer as músicas feitas pela banda, só porque não foram de seu agrado? Isso é coisa de se parar pra pensar, não concordam? Bem, voltando ao fato de o Pearl Jam se tornar independente. Sabemos que corremos certo risco com possíveis problemas de distribuição. Discos independentes geralmente chegam a certos lugares só por importadoras, e aí amigos, estamos fritos. É claro que o Pearl Jam não vai querer que isso aconteça, e tenho certeza que se for pra ser assim, eles simplesmente renovarão o atual contrato. Tornarem-se independentes é uma atitude que será sim um dia adotada. Acho que o fato de o Pearl Jam desvincular-se das gravadoras é questão de tempo. Vejo em um futuro não muito distante discos do Pearl Jam com o preço já impresso na capa, e ai de quem não respeitar isso. Mas, para isso acontecer, não dependerá apenas deles. Várias questões comerciais estão por trás disso, e aí é que o bicho pega. Assumir a responsabilidade de distribuir discos por conta própria, mandar milhares e milhares de cópias para Austrália, Japão, todo o continente Europeu, Argentina, Brasil... tarefa fácil não é, não é algo como, - "mande esses discos para tal lugar e venda por este valor"... Definitivamente, não funciona assim. Vale lembrar também que temos a Sony Brasil, que produz os discos lá de fora aqui. E de forma independente, como será? Vir dos States direto pra cá? Não sairia hoje por menos de $60 reais, considerando a taxa de envio e impostos. Ou então, ter contrato com outra gravadora que tenha representação nacional, fazendo com que os CDs sejam feitos aqui? Não me cheira bem, a tendência é que talvez até fiquem mais baratos, mas costumam sair de catálogo rapidinho, sendo quase impossível encontrá-los depois. Então galera, fica realmente difícil tomar uma decisão. Se pra nós é difícil opinar, imagine para eles, que têm que decidir!! De qualquer forma, fica apenas a certeza de que podemos ficar tranqüilos pois, seja lá qual for a decisão tomada, sabemos que esta decisão será a favor de nós, fãs, que confiamos, e muito, nos caras. Seja lá por qual gravadora, ou sem gravadora nenhuma, o certo é que ainda teremos anos e anos de boa música dessa fantástica banda. E isso é empolgante. É um momento muito importante, em que devemos apenas torcer para que Vedder e Cia. estejam tão inspirados ao tomar esta decisão como estiveram ao compor as canções de "Ten", "Vs", "Vitalogy", "No Code", "Yield", "Binaural" e "Riot Act". Se assim for, podemos começar a comemorar... Amém. Aquele Abraço... "There´s no need to say goodbye..."
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