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01/04/2003, Terça * Denver, CO - Pepsi Center (abertura: Sleater-Kinney)
set: Love Boat Captain, Hail Hail, Save You, Corduroy, Given To Fly, Even Flow, Thin Air, Help Help, You Are, I Am Mine, Improvisação - Don't Drive Me, Green Disease, Wishlist, Better Man, Insignificance, Evolution, Porch/(Dig Me Out - do Sleater-Kinney); *
enc 1: Thumbing My Way, Black, Bu$hleaguer, Daughter, Go *
enc 2: Soon Forget, Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Rockin In The Free World (cover do Neil Young)
notas: Durante a apresentação do Sleater-Kinney, Vedder ficou na lateral do palco, filmando o show do trio feminino. Primeiro show desta longa tour pela América do Norte, num momento não dos melhores, por causa da corrente guerra. Seguindo o que já aconteceu nos shows pela Austrália e Japão, a banda revelou estar em pleno entrosamento, com o guitarrista Mike McCready sendo um destaque novamente, levando em conta seus magníficos solos em "Even Flow" e em "Black". Antes de tocar "Better Man", Eddie falou de um jogador de basquete de Denver, que sumiu e parece ter sido assassinado pelo próprio irmão. Durante "Daughter", Vedder ensinou o público a cantar L-O-V-E. "Crazy Mary" foi tocada em sua versão mais longa, em que Boom e McCready fazem uma jam no final. Eddie, como era de se esperar, não deixou de falar sobre a guerra, só que nos EUA, ao contrário do que que ocorreu no Japão e na Austrália, a maior parte da população aprova o ataque. As declarações antiguerra foram recebidas por aplausos, mas também com vaias. Pra sair da situação complicada, logo depois do primeiro bis, ele tentou esclarecer sua posição. Ele quis deixar claro que, ao criticar a guerra, ele não ataca os soldados mandados para o front, que só estão cumprindo uma obrigação e não são responsáveis pela política externa: "Nós apenas estamos confusos sobre como querer trazê-los [os soldados] de volta em segurança, de repente, se tornou não apoiar. Nós os amamos, nós os apoiamos. Nosso problema... eles não são aqueles que fazem a política externa. Eles estão apenas fazendo o serviço deles. Vamos esperar o melhor e expor nossas opiniões." Antes, alguém já havia mandado ele calar a boca, quando contava uma história sobre o Vietnã, o que levou Vedder a defender a liberdade de expressão e dizer que não se desculparia por dizer o que pensa. A história que ele falava era sobre um amigo que foi piloto de helicóptero no Vietnã e que viu de perto o horror de uma guerra. Outro sinal de que a coisa terá que ser mais cautelosa nos EUA, é que Vedder evitou fazer insinuações sexuais com a máscara de Bush durante "Bu$hleaguer", como ele fez inúmeras vezes na primeira fase da turnê - fora dos EUA. Mesmo com toda precaução, alguns fãs - um número irrelevante - se sentiram ofendidos e se retiraram do show da banda, fato tratado com exagero por alguns jornais americanos, que relataram o incidente de forma sensacionalista e obtusa. Em "Soon Forget", Vedder se atrapalhou com o ukulele e falou que era um "ukulele nervoso". Na despedida, Ed agradeceu, dizendo: "Obrigado, do fundo do nosso coração, por ouvirem nossas canções e toda m*rda dita entre elas". Apesar dos contratempos, o público foi bastante participativo e a banda estava num ótimo espírito.
03/04/2003, Quinta * Oklahoma City, OK - Ford Center (abertura: Sleater-Kinney)
set: Long Road, Grievance, Oklahoma - Improvisação, Corduroy, Save You, Given To Fly, Dissident, Even Flow, I Am Mine, Love Boat Captain, 1/2 Full, Not For You, Off He Goes, Small Town, Untitled/MFC, Happy Birthday, Driftin', Get Right, Deep, Blood *
enc 1: Better Man, Daughter/(War de Edwin Starr), Do The Evolution, Rearviewmirror *
enc 2: Alive, Yellow Ledbetter
notas: Matt Cameron foi o convidado especial do Sleater-Kinney, tocando pandeiro numa canção. Este show trouxe de volta "Deep", do TEN, não tocada há 8 anos pela banda, e uma raridade: "Driftin'", single de Natal do Ten Club de 99. A improvisação, antes de "Corduroy", foi baseada em "Jools And Jim" do Pete Townshend. Antes de "Given to Fly", houve uns problemas na guitarra do Mike e Ed aproveitou pra entreter a platéia, explicando o quanto a palavra "fuck" é boa, porque pode ser usada pra várias coisas, concluindo a explicação com um "convite inusitado": "Let's fuck?", ou algo assim. "Even Flow" e "1/2 Full" foram tocadas formidavelmente, iluminadas mais uma vez pelos inspirados solos de McCready. O Happy Birthday foi em homenagem ao irmão do Eddie, o Chris, e para Keely, que cuida da iluminação do palco. Vedder perguntou se havia mais alguém fazendo aniversário pra ele homenagear. Durante "Daughter", que teve como 'tag' "War" ["War, what is it good for? Absolutely nothing!"] de Edwin Starr (que faleceu ontem), Ed falou que o público não precisava cantar junto, caso não concordassem com a posição dele e que ele respeita a opinião de cada um sobre a guerra. Antes, ele falou sobre a liberdade de expressão e do respeito entre as pessoas, em referência ao o que ocorreu no show anterior, e voltou a dizer que não é contra as tropas, observando, em tom de brincadeira, o corte de cabelo dele, similar ao de um soldado. Felizmente, não houve sinal de desavenças por parte do público neste show. "Deep" foi recebida com muita euforia pela platéia, surpreendidos pela volta desta canção, numa ótima versão. Tanto "Off He Goes" como "Better Man" foram cantadas com bastante emoção por Ed. Em "RVM", durante a jam , Stone foi o destaque, fazendo um ótimo trabalho na guitarra. Pra fechar, as "clássicas" "Alive" e "Yellow Ledbetter". Alguns fãs relataram que Ed procurou dar uma demonstração de como é necessário que todos participem pra deixar as coisas melhores no mundo: ele fingiu carregar nas costas o peso do mundo e "jogou-o" para o público, mostrando que cabe a cada um fazer sua parte.
05/04/2003, Sábado * San Antonio, TX - Verizon Wireless Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Of The Girl, (Interstellar Overdrive)/Corduroy, Last Exit, Love Boat Captain, Cropduster, Happy Birthday Mike, Even Flow, I Am Mine, Wishlist/(Improvisação), Lukin, Grievance, Animal, Given To Fly, Faithfull, Black, Insignificance, Save You, Spin The Black Circle *
enc 1: Last Kiss, Better Man/(Save It For Later), Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Happy Birthday (em versão punk), Improvisação, Do The Evolution *
enc 2: I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt), Alive, Yellow Ledbetter, Baba O'Riley (cover do The Who)
notas: Segundo o TSIS , no soundcheck houve duas músicas raras e favoritas entre os fãs mais fervorosos: Hard to Imagine (não tocada desde 98) e Alone (não tocada desde 94); ambas não apareceram no show...quem sabe no próximo? Logo no começo, Vedder se olhou no telão e fingiu passar maquiagem no rosto, dar uma ajeitada e brincou: "estou melhor que aquele cara". Dois "Happy Birthday" para o Mike McCready. O primeiro foi antes de "Even Flow", que, quem deu o presente, foi o Mike, com outro ótimo solo. Em "Wishlist", Ed acrescentou uma improvisação, primeiro cantando que desejava uma rádio que tocasse tudo o que quisesse, e fez outro trecho falando sobre ser livre e ter liberdade de expressão, ainda se reportando à cobertura sensacionalista da imprensa sobre o ocorrido no primeiro show, em Denver. Algo como: ["I wish I was the radio song, the song that said whatever it wanted/It's a free country, yeah, you should hear what you want to hear, there's nothing that you shouldn't hear. This is the land of the free and the home of the brave. You should not be afraid to say what you want or who you love, I love you and I love this country, too."]. A seqüência "Grievance", "Animal" (tocada pela primeira vez neste ano) e "Given To Fly" foi recebida com entusiasmo. "Black" teve todo público cantando junto com um ótimo trabalho da dupla Stone/Mike e Vedder segurando a nota em "All that I'll beeee..." por um tempo interminável. Outro destaque entre o público foi "Spin The Black Circle". Eddie dedicou "Crazy Mary" para Ben, um amigo que solicitou a canção. O "Happy Birthday em versão punk", feito por Ed no ukulele, resultou num bolo na cara do Mike, jogado pelo amigo Jeff, que ainda lambeu um pouco do bolo do rosto do Mike. Mike jogou sua camisa pra platéia, com um pouco de bolo. "I Am a Patriot" foi tocada somente por Ed e Matt. O show fechou com outra grande versão de "Baba O' Riley", com Ed usando dois tamborins, batendo um no outro, que se quebraram e foram jogados pro público.
06/04/2003, Domingo * Houston, TX - Cynthia Wood Mitchell Pavillion (abertura: Sleater-Kinney)
set: Can't Keep, Grievance, Save You, Hail Hail, Even Flow, I Am Mine, Thumbing My Way, You Are, Whipping, Insignificance, Breath, 1/2 Full, Small Town, Immortality, Evolution, Rearviewmirror *
enc 1: Love Boat Captain, Better Man, Black, Go *
enc 2: Soon Forget, Fortunate Son (com o Sleater-Kinney - cover do Creedence Clearwater Revival), Rockin' in The Free World (com o Sleater-Kinney - cover do Neil Young)
notas: "Breath" (trilha sonora do filme "Singles", 92) aparecendo mais uma vez - a terceira - nesta turnê. Depois de "Can't Keep", que abriu o show, a banda partiu pra uma seleção de 4 poderosos rocks, quase que sem pausa, parando apenas na seqüência "Riot Act": "I Am Mine", "Thumbing My Way" e "You Are", que deu a chance ao público de respirar um pouco. "Insignificance" - cuja letra tem tudo a ver com o momento atual - foi outra que levantou o público, seguida por "Breath". Em "1/2 Full" a platéia ganhou uma performance espetacular do PJ, com uma jam no final, e Ed pulando e se movimentando "alucinadamente" pelo palco [cheque esta foto , do Synergy, só pra se ter uma boa idéia do Ed no show]. Depois, Vedder recordou o tempo em que viveu em Houston, quando criança, e falou sobre a situação atual no mundo e sobre a liberdade de expressão, afirmando que os EUA já não mais se parece o mesmo, sendo recebido com aplausos. Pra dar outra acalmada, "Small Town" e "Immortality", fechando o set principal com "Evolution" e "Rearviewmirror" (Stone se empolgou tanto nesta, que perdeu os óculos). Em "Soon Forget", Ed veio com seu ukulele e uma máscara do Bill Gates, que foi colocada no pedestal do microfone e derrubada no chão (não, ninguém "abandonou" o show). Ed zoou com o Bill e ainda, indiretamente, recordou o "polêmico" evento do primeiro show, com a máscara do Bush, e criticou o canal de notícias CNN (um dos que criaram a polêmica acerca do primeiro show). Ele cometeu uma falha no final desta música e disse um "Fuck!", se repreendendo. O trio feminino Sleater-Kinney participou das duas covers finais: "Fortunate Son" do Creedence Clearwater Revival", que já havia sido tocada com Johnny Marr no show de Perth (23.02.03), na Austrália, e uma versão extensa e poderosa de "Rockin' in the Free World" do Neil Young, com algumas alterações nas letras, fazendo referência ao Iraque. Vedder, de muito bom-humor, cantou perfeitamente o show inteiro e se despediu jogando dois pandeiros para o público.
08/04/2003, Terça * New Orleans, LA - UNO Lakefront Arena (abertura: Sleater-Kinney)
set: Love Boat Captain, Grievance, Corduroy, Brain of J, Save You, Cropduster, Given To Fly, Nothing As It Seems, Even Flow, I Am Mine, Green Disease, Wishlist, Daughter/(Hey Hey Improvisação), Lukin, Insignificance, I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt - versão reformulada), 1/2 Full, Porch *
enc 1: Don't Drive Me (SUV Improvisação), Thumbing My Way, Small Town, Black, Evolution, Spin The Black Circle *
enc 2: Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Know Your Rights (cover do The Clash), Fortunate Son (com o Sleater-Kinney - cover do Creedence Clearwater Revival), Rockin' in The Free World (com o Sleater-Kinney - cover do Neil Young)
notas: Em "Wishlist", quando aparece uma esfera de espelho (mirrorball) para gerar efeitos de iluminação no palco (no DVD Touring Band 2000 é possível vê-la), Vedder brincou que a banda nunca quis possuir muitos materiais, exceto um que eles tiveram que pegar da Cher (cantora/atriz conhecida pela sua extravagância), referindo-se à esfera de espelhos. Ao mesmo tempo, um auxiliar de palco trouxe um paletó prata pro Ed, que falou que aquilo foi incluído pela Cher no negócio, como um bonus. A 'tag' de "Daughter" foi Ed emitindo alguns sons e conduzindo o público a repetir "Hey...Hey" ou "Hey Ho, Let's Go" (Ramones), tornando sua voz cada vez mais intensa, encerrando com um forte grito. "I Am A Patriot", cover de Stevie Van Zandt, ganhou uma bonita releitura e bem mais melódica, diferente da forma como costuma ser tocada. A ênfase ficou na voz de Vedder que cantou perfeitamente sobre a nova melodia, realçando trechos significantes como "I sure ain't no fuckin' Republican either" e "Freedom" (liberdade). Em "1/2 Full", Ed pegou seu espelho e na parte "won't someone save the world?", começou a refletir a iluminação do palco na platéia, parando numa moça com uma camiseta BUSH FOR SALE! [Bush à venda]. A improvisação "Don't Drive Me" foi feita por Ed no violão, num estilo meio blues, e a letra faz crítica à nova moda nos EUA - os SUV, que são jipões que consomem muito combustível. A canção termina com Ed dizendo que o "o combustível é pago com sangue", logicamente referindo-se aos motivos obscuros da guerra. O segundo bis foi composto só de covers: Crazy Mary (Victoria Williams), Know Your Rights (The Clash) e a reprise da parceria com o Sleater-Kinney em "Fortunate Son" (CCR) e "Rockin' in The Free World" (Neil Young).
09/04/2003, Quarta * Birminghan, AL - Oak Mountain Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Go, Save You, Spin the Black Circle, Even Flow, Daughter/(Androgynous Mind), Better Man, Not For You, Small Town, Love Boat Captain, Corduroy, You Are, Thumbing My Way, Given To Fly, Wishlist, Animal, Evolution *
enc 1: Last Kiss, Black, Alive *
enc 2: Soldier of Love (cover J. Cason & A. Moon), Leaving Here (cover do High Numbers), Yellow Ledbetter
notas: Show com as estréias de "Soldier of Love" e "Leaving Here" nesta turnê. Ed afirmou que esse foi o segundo show com a temperatura mais fria que a banda já tocou. Ele também brincou, dizendo que era como tocar num congelador: "Com sua cabeça no freezer e os pés num balde de gelo". O setlist foi mais curto que o usual, com 21 canções e cerca de 90 minutos de show, porque Ed estava um pouco doente (resfriado), tanto que, em vez de passar o vinho para os fãs, ele passou uma caixa de lenços de papel (poucos lenços retornaram ao palco). Várias canções mais conhecidas do público em geral fizeram parte do setlist, ficando de fora as raridades. Ao longo do show, Vedder não expôs nenhuma declaração antiguerra, mas, silenciosamente, fez o símbolo da paz com as duas mãos. Em "Yellow Ledbetter", Mike tocou um pequeno trecho de "Sweet Home Alabama", em referência ao estado onde fica Birminghan. No final do show, depois de "Yellow Ledbetter", Ed foi até cada um dos membros da banda e disse algo no ouvido deles, parecendo que sugeria uma música pra tocar. Stone pegou uma nova guitarra, todos se arrumaram como se fossem tocar mesmo. Eles se agruparam no centro do palco, Ed contou até quatro, houve um barulhão de cordas, todos jogaram as guitarras no chão e saíram correndo do palco, num jeito inusitado de fechar o show.
11/04/2003, Sexta * West Palm Beach, FL - Sound Advice Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Long Road, Breakerfall, Corduroy, Animal, Save You, Given To Fly, Cropduster, Even Flow, Small Town, Love Boat Captain, Ghost, Whipping, Untitled/MFC, You Are, 1/2 Full, State of Love and Trust, Alive *
enc 1: Last Exit, I Am A Patriot (versão reformulada - cover do Stevie Van Zandt), Better Man, Down (Lado B do single "I Am Mine") , Glorified G, Do The Evolution *
enc 2: Daughter/(Dig Me Out), Yellow Ledbetter, Baba O'Riley (cover do The Who)
notas: Ed fez uma pequena apresentação solo antes do show de abertura (Sleater-Kinney), tocando a cover dos Beatles, "You've got to hide your love away" no violão. O show teve a volta de "Glorifield G", do álbum "Vs", não tocada há muito tempo pela banda (desde 1996). Vedder, que tem constantemente falado sobre a liberdade de expressão, comentou sobre os homens e mulheres que foram enviados pra guerra, pondo a vida em risco, recebendo um salário baixo, enquanto o governo corta impostos em benefício dos mais ricos. Em "State of Love and Truth" alguém jogou um celular no palco, Vedder o pegou e cantou a última parte, "falando" no celular, pra surpresa do sortudo do outro lado da linha (!). Ed também fez mudanças intencionais na letra de "Do the Evolution", quando ele canta "Admire my clone", ele falou em seguida: "Junior", "Junior" (forma como é chamada o Pres. George W. Bush). A versão de "I Am A Patriot" de Stevie Van Zandt foi similar à do show em New Orleans, mais melódica, com forte ênfase no vocal. A 'tag' de "Daughter", "Dig Me Out", é uma canção do Sleater-Kinney, que Ed já havia incluído no meio de "Porch" no primeiro show, em Denver. Antes da 'tag', ele incentivou o público a repetir com ele o som "he", mudando a tonalidade e a intensidade da voz, até finalizar com um som bem intenso e prolongado, difícil de ser repetido. Uma bela versão de "Daughter", totalizando mais de 9 minutos. "Alive" foi dedicada a um amigo que estava se recuperando de um câncer. Ed comentou que da última vez em que estiveram em West Palm, essa pessoa estava fazendo quimioterapia e tinha perdido os cabelos, mas agora estava recuperado e com cabelo.
12/04/2003, Sábado * Lake Buena Vista, FL - House Of Blues
set: Can't Keep, Save You, Get Right, Even Flow, Faithfull, Habit, I Am Mine, Love Boat Captain, Sleight of Hand, Thumbing My Way, 1/2 Full, Deep, Improvisação/Insignificance, Once, Alive *
enc 1: Spin the Black Circle, Go, Do The Evolution, You've Got To Hide Your Love Away (cover dos Beatles - Ed solo), Blue Red Gray (cover do The Who - Ed no ukulele), Rearviewmirror *
enc 2: Glorified G, Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Know Your Rights (cover do The Clash), Fuckin' Up (cover do Neil Young) *
enc 3: Yellow Ledbetter
notas:Show extra-tour em Orlando, com ingressos distribuídos e transmitido pela internet nos dias 14 e 15 de abril, pela primeira vez na história da banda. Um setlist especial, cheio de covers e com duas das canções que retornaram nesta tour, depois de um longo período sem serem tocadas pelo PJ ("Glorifield G" e "Deep").
O show começou com a envolvente "Can't Keep", em que a banda reproduz ao vivo toda sinergia dos instrumentos, similar à versão de estúdio. "Save You" e "Get Right" são duas canções cuja energia é potencializada ao vivo, especialmente a segunda. É o tipo de música que funciona bem ao vivo, envolvendo até quem não está familiarizado ou não conhece. Já "Even Flow", sempre um ápice nos shows, tem Mike como foco, fazendo um excelente solo, que vem sendo alongado nestes últimos shows.
"Habit", do No Code, estava ótima e potente, tanto pelo vocal preciso de Vedder, como a performance de Mike, percorrendo o palco com sua Gibson Flying-V, e o final arrebatador, com Ed tocando guitarra como Pete Townshend (girando o braço direito), e todos guiados pela batida firme de Matt Cameron.
Ed só se dirigiu ao público, antes de "I Am Mine". Como o show foi transmitido pela internet, ele deu um olá ao pessoal no computador: "Hello, to computer people". "Love Boat Captain" foi intensa, com o público cantando "love...love" no final da canção.
A dobradinha mais calma, "Sleight of Hand" e "Thumbing My Way" foi cantada com emoção. O vocal de Vedder estava claro, nítido, em ambas. Durante "Sleight of Hand", em algumas partes, ele gesticulou bastante ao cantar.
Antes de "1/2 Full", Ed mostra a garrafa de vinho, indicando que ela estava, 1/2 full (meio cheia), coloca um pouco na boca e cospe para longe. No trecho: "won't someone save the world?", ele faz com as mãos o formato do globo terrestre e eleva os braços, como se estivesse carregando o mundo, enquanto a banda parte pra jam final, que se torna o ponto alto da música.
"Deep", com certeza, foi a grande volta aos shows do PJ. As guitarras cortantes de Mike-Stone, a ótima base e o vocal de Ed - renderam uma excelente versão.
A improvisação que antecede "Insignificance" começa melódica, com Ed na guitarra, cantando. A maior parte dela é num ritmo mais calmo, bem climática, até se tornar intensa no final. Uma belíssima canção e relativamente longa por ser uma improvisação.
A sequência que vai de "Insignificance" até "Do The Evolution", já no primeiro bis, é uma das melhores, com a banda energética e o público pulando. Stone, empolgado, capricha nos riffs e no solo de "Do the Evolution". Ed fazendo sua dança e o público erguendo os braços no "Halleluia".
A cover dos Beatles, "You've got to Hide Your Love Away", foi tocada por Ed, com gaita e violão. Ele teve que recomeçá-la porque não ouvia o violão, dando, em seguida, uma versão maravilhosa, com o público fazendo o "Hey" que antecede a frase título. "Blue Red Gray" é uma canção do The Who, que em sua versão original também é tocada no ukulele. "Soon Forget" se baseia nela. Vedder apresenta seu ukulele em forma de Fender e desafia o amigo Mike, que estava na lateral do palco. Mike faz um pequeno solo na guitarra, mas não encarou o ukulele. Ed também falou do Pete Townshend, autor da canção, mostrando quem é o Pete, ao reproduzir com o ukulele, o que o Pete faz na guitarra: girando o braço pra tocar e dando pulos no ar. Ed tocou a cover, compenetradíssimo, sem interrupções. No final, ele volta a citar o Pete, defendendo-o das acusações de pedofilia, citando que já fez shows com ele, no House of Blues, em Chicago, para ajudar crianças em dificuldade.
"Rearviewmirror" teve uma ótima jam , bem longa, com destaque para o Stone, abaixado, tirando sons inusitados de sua guitarra.
"Crazy Mary" foi na versão que vem sendo executada nesta tour, com Stone no violão, um vocal mais grave do Ed e uma arrepiante jam no final, conduzida por Mike e Boom, fazendo a canção ter mais que 7 minutos.
"Know Your Rights" do Clash, teve como destaques a batida de Matt e o vocal intenso de Ed, o qual fez questão de dar ênfase na expressão "free speech", ou seja, a liberdade de expressão, ganhando uma reação positiva do público.
"Fuckin' Up", outra cover da noite, do Neil Young, estava excelente, com Ed sinalizando o "fuckin'up" falado no refrão, colocando os braços dentro da camiseta e lavantando o dedo do meio de ambas as mãos saindo pela gola da camiseta.
E, pra surpresa geral, um terceiro bis, com "Yellow Ledbetter". A hora de Mike no show, com os demais sentados ou ajoelhados (no caso do Ed) assistindo o parceiro.
Um show excelente, com toda a banda num ótimo espírito. Ed cantando perfeitamente e Mike como o "segundo mestre-de-cerimônia" da banda, falando com o público, fazendo gestos, poses, caretas e pulando. Um show espetacular, seguindo o nível excelente dos shows deste ano, mesmo sendo uma apresentação a parte, não integrante da turnê. O que mais chama a atenção é o nível de entrosamento da banda, revelado nas jams e na improvisação. Mesmo o Boom, que chegou há pouco, acompanha perfeitamente o estilo espontâneo, baseado na construção das músicas, ali, no palco. O segredo do motivo pelo qual o PJ é conhecido por sua excelência ao vivo.
13/04/2003, Domingo * Tampa, FL - St. Pete Times Forum (abertura: Sleater-Kinney)
set: Small Town, Grievance, Corduroy, Hail Hail, Save You, Dissident, Given to Fly, Off He Goes, Love Boat Captain, Thin Air, Wishlist, Even Flow, Better Man, Daughter (P-e-a-c-e), 1/2 Full, I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt - versão reformulada), MFC, Rearviewmirror *
enc 1: Last Kiss, Do The Evolution, Black, Alive *
enc 2: Yellow Ledbetter, Rockin' in the Free World (cover do Neil Young - com Sleater-Kinney)
notas: Antes do show de abertura, Ed tocou sozinho, a cover do Beatles, "You've got to hide your love away". Matt Cameron tocou pandeiro no show do Sleater-Kinney. Curiosamente, foi um show com poucas canções do "Riot Act" ("1/2 Full", "Love Boat Captain" e "Save You"), em que a banda passou por todos os álbuns da carreira. Em "Daughter", Vedder foi soletrando com o público a palavra PEACE (paz), cantando: "Give me a P!", "Give me a E!"... Em "1/2 Full", Vedder usou um espelho pra refletir a iluminação do palco no público. O ponto alto do show foram os dois bis; o primeiro com uma sequência de canções bem conhecidas do público em geral ("Last Kiss", "Do The Evolution", "Black" e "Alive"). Mike fez dois excelentes solos em "Alive" e "Black". Fechando o show, outra poderosa versão de "Rockin' in the Free World" com o ótimo trio feminino Sleater-Kinney se juntando ao PJ, levando o público ao delírio, com Vedder e a vocalista da banda dançando juntos de forma divertida.
15/04/2003, Terça * Raleigh, NC - Alltel Pavilion Walnut Creek (abertura: Sleater-Kinney)
set: Release, Even Flow, Save You, Help Help, Given To Fly, Cropduster, I Am Mine, Lukin, Not For You, Corduroy, I Got Shit, You Are, Small Town, Insignificance, Alive, Porch, Blood *
enc 1: Gimmie Some Truth (cover do Jonh Lennon), Love Boat Captain, Better Man/(Save It For Later), Glorified G, Do The Evolution *
enc 2: Fortunate Son (com o Sleater-Kinney - cover do Creedence Clearwater Revival), Rockin' in The Free World (com o Sleater-Kinney - cover do Neil Young)
notas: Ed fez sua apresentação solo, antes do Sleater-Kinney, tocando a cover dos Beatles, "You've got to hide your love away". O show começou com outra versão belíssima de "Release". Mike teve que se conter mais no show, porque estava com o dedão do pé machucado, o que rendeu algumas gozações do Ed. Mas isso não impediu Mike de fazer suas poses, caras e interações com o público. "Even Flow" e "Save You" foram muito energéticas, seguidas por "Help Help", que funciona muito bem ao vivo. Em "Not for you", Ed mudou a letra, cantando: "Small my table, seats all of you ", fazendo um agrado ao público. Vedder resolveu zoar com Mike, que usava sandálias por causa do machucado. Brincando, ele disse que a banda contratou uma consultora de moda, para ajudar a melhorar a imagem da banda e mostrou o Mike como efeito da "contratação"; Mike estava com meias brancas, sandálias pretas e, como observado por Ed, com fita adesiva colada nelas, pra deixar o visual mais "aguçado"..."mais relaxado, porém aguçado". A seqüência "Insignificance", "Alive", "Porch" e "Blood" foi uma das melhores do show. Em "Porch", segundo alguns relatos, Ed foi para frente do palco e, ao voltar de costas, tropeçou nos amplificadores, caindo pra trás, ficando um tempinho no chão, talvez pra se recuperar do embaraço. "Gimme Some Truth" é uma canção de John Lennon, escrita em plena era-Nixon, que o PJ já tocou em outras ocasiões, mas não nesta tour ainda. No final da canção, Vedder pediu: "Please try and educate yourself. Educate yourself. Educate yourself. Educate yourself", uma forma de pedir pra que as pessoas procurem se informar mais. No show, Vedder usou uma camiseta com a frase "what would Jesus bomb?" ("O que Jesus bombardeará?") com uma foto do presidente Bush nela, não falou muito de política, mas mandou o recado de outra forma. O final com o Sleater-Kinney foi bem agitado, com todos tocando e dançando. Um show considerado como bem energético.
16/04/2003, Quarta * Charlotte, NC - Verizon Wireless Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Sometimes, Last Exit, Save You, Animal, Jeremy, Nothing As It Seems, In Hiding, Even Flow, Don't Drive Me (SUV), Green Disease, Corduroy, Immortality, Nothingman, Better Man, Leatherman, Grievance, Evolution, Breath, Go *
enc 1: Love Boat Captain, Black, Down, Alive *
enc 2: Sonic Reducer (cover do Dead Boys), Leaving Here (cover do High Numbers - com Sleater-Kinney), Rockin' In The Free World (cover do Neil Young - com Sleater-Kinney)
notas: Eddie Vedder fez seu show solo, antes do Sleater-Kinney, tocando "Driftin'" (Single de Natal 99). Outro show com energia de sobra, até mais que no anterior. Houve a estréia de "In Hiding" nesta tour, a trilogia "man" tocada em sequência (Nothingman, Better Man e Leatherman). Ed apresentou novamente sua improvisação contra os SUVs (jipões), chamada "Don't drive me (SUV). Em "Green Disease", em que Ed soletra na versão original G -R-E-E-D, ele fez uma "sutil" mudança e soletrou C -R-E-E-D no final. No meio da música já houve outra referência, que fez Vedder rir de si mesmo: "There's a stowaway with my throat. It's deceiving. This band's called Creed." ["Há um clandestino com minha garganta. É enganador. Essa banda é chamada Creed"]. "Black" estava lindíssima, uma versão arrasadora, graças a um solo indescritível de McCready. Antes de "Evolution", Vedder falou do baixo salário dos soldados, comparado ao montante gasto com a guerra no Iraque. Alguém na plateía gritou: "Que nós vencemos". Ed respondeu: "Não acabou ainda, meu amigo. E não se trata de ganhar ou perder." Ele falou que se trata de examinar o próximo passo e que é bom todos assumirem suas responsabilidades, questionando as atitudes dos governantes, porque são as pessoas que são postas sob risco, e não os governantes. Estréia de "Sonic Reducer" dos Dead Boys na tour, o começo com riffs cortantes, antes do vocal, foi levemente mais prolongado. "Leaving Here" com o Sleater-Kinney foi um dos ápices do show. Vedder fazendo o vocal principal e as integrantes do Sleater-Kinney fazendo o segundo vocal ("Oh, yeah!" etc.), numa versão digna do selo Motown. "Rockin' in the Free World" foi movimentada, com a banda pulando bastante, e zoando entre si.
18/04/2003, Sexta * Nashville, TN - AmSouth Amphitheatre (abertura: Sleater-Kinney)
set: Oceans, Love Boat Captain, Breakerfall, Gods' Dice, Save You, Do The Evolution, Cropduster, Light Years, MFC, Deep, Even Flow, Daughter/(Another Brick in the Wall)/(Androgynous Mind), Insignificance, Parting Ways, Better Man/(Wild Thing), Rearviewmirror *
enc 1: Bushleaguer, Free Jazz, Small Town, Know Your Rights (cover do The Clash), Alive, Sonic Reducer (cover do Dead Boys com Cheeta Chrome dos Dead Boys) *
enc 2: Leaving Here (cover do High Numbers - com Sleater-Kinney), Fortunate Son (cover do Creedence Clearwater Revival - com Sleater-Kinney & Steve Earle), Rockin' In The Free World (cover do Neil Young - com Sleater-Kinney)
notas: Antes do Sleater-Kinney, Eddie fez sua apresentação solo tocando "Throw Your Arms Around Me" do The Hunters & Collectors. Matt Cameron participou do show do Sleater-Kinney, tocando pandeiro. Show com setlist repleto de covers e sem muito do "Riot Act". Estréia de "Parting Ways" na turnê. A sequência "Breakerfall", "Gods' Dice", "Save You" e "Do The Evolution" foi cheia de energia, até pelo próprio estilo das canções. "Light Years" foi dedicada a um amigo que eles perderam recentemente. Antes de "Even Flow", tocada inúmeras vezes ao longo da carreira, Vedder disse que poderia fumar, beber, escovar os dentes, c*gar, cortar a grama, enquanto a cantava. Ed pegou um cigarro, mas não achava um isqueiro. O público ofereceu um monte de isqueiros, ele pegou um e o devolveu à pessoa, em seguida. "Wild Thing", que foi tocada no finalzinho de "Better Man", como uma 'tag', é um clássico do grupo inglês The Troggs e foi muito bem recebida pelo público. "Free Jazz", uma improvisação já tocada na Austrália, foi anunciada por Vedder, brincando, como uma canção do próximo álbum da banda. Houve uma longa versão de "Rearviewmirror", com cerca de 12 minutos. "Bu$hleaguer" voltou, depois da polêmica do 1º show em Denver. Vedder trouxe a máscara do Bush, o casaco prata e executou cenas repletas de sarcasmo. Colocou a máscara no pedestal, com cuidado, falando pro público "veja". Enfiou seus dedos no buraco da boca e simulou como se fosse uma língua. Depois, pegou a máscara a beijou e a acariciou. Houve vaias, mas muito mais aplausos e gritos. Muitas participações: Cheeta Chrome guitarrista dos Dead Boys, acompanhou a banda na cover "Sonic Reducer", do próprio Dead Boys. O cantor/compositor Steve Earle cantou o trechinho final de "Fortunate Son", que também teve o trio Sleater-Kinney, já velhas participantes dos finais de shows do PJ, nesta etapa da turnê. Elas também tocaram em "Leaving Here" e "Rockin' in the Free World". Último show com o Sleater-Kinney abrindo; agora é a vez da banda Sparta. O PJ bem energético, seguindo o ritmo dos últimos shows.
19/04/2003, Sábado * Atlanta, GA - Hi-FI Buys Amphitheatre (abertura: Sparta)
set: Love Boat Captain, Corduroy, Save You, Hail Hail, Grievance, Small Town, Even Flow, 1/2 Full, Thumbing My Way, I Am Mine, Insignificance, Glorified G, Present Tense, Animal, State of Love and Trust, Blood *
enc 1: Crown Of Thorns/Chloe Dancer (cover do Mother Love Bone com Brendan O'Brien), Black, Alive, Porch *
enc 2: You've Got to Hide Your Love Away (cover dos Beatles), Crazy Mary, Baba O'Riley (cover do The Who), Yellow Ledbetter
notas: Estréia de "Present Tense" na turnê 2003. Ed fez, como de costume, mudanças pontuais em algumas letras, fazendo referência à paz e à liberdade de expressão. Por exemplo, em "Grievance", cantou: "I want my freedom of speech!" [Eu quero minha liberdade de expressão!]. Mike fez um ótimo trabalho em "Even Flow" e em "1/2 Full". Ainda em "1/2 Full", Ed segurou seu espelho, projetando a iluminação do palco, no público. O show teve uma cover do Mother Love Bone, "Crown Of Thorns/Chloe Dancer" com participação do produtor Brendan O' Brien ("Vs", "Yield" etc.) no teclado. Ela já havia sido tocada duas vezes na turnê 2000. Em "Black", o público cantou intensamente o final dela, com Vedder assistindo. Antes, ela já havia dado uma interpretação intensa a ela. Pouco antes do término de "Porch", após uma extensa jam , surgiram 4 caras usando a máscara do Bush, que levantaram o Ed do chão, o qual cantou deitado no ar, sendo segurado pelos "mascarados". Eles foram introduzidos como: "o bom amigo George Bush Jr." . Vedder finalizou a canção deitado no chão. "You've got to hide your love away" foi tocada apenas pelo Eddie, com violão e gaita. Em seguida, mais duas covers: "Crazy Mary" (Victoria Williams) em sua versão "2003", mais melódica, mais longa, com destaque para Boom e Mike e "Baba O' Riley", do The Who, em outra ótima versão. "You Are" ia ser tocada, mas, após várias tentativas, teve que ser deixada de lado, devido a problemas na guitarra do Stone. Ao longo do show, Ed falou sobre a liberdade de expressão e o corte de gastos, que o governo tem feito na verba destinada aos cuidados médicos dos veteranos de guerra. Nenhuma canção do álbum "Yield" no show.
Nota: Os caras com as máscaras eram fãs, que foram vistos pela banda no meio da platéia. Mike foi o primeiro a notar, e caiu na risada, indo em seguida contar pro resto da banda sobre os tais fãs. Ed pediu para um segurança chamar os 4 para virem ao palco. Chegando lá, Ed pediu pra eles o levantarem. A banda toda foi bem legal com os caras, e Stone foi o que menos segurou a gargalhada com a cena hilária. Veja o relato desses fãs no SYNERGY .
21/04/2003, Segunda * Lexington, KY - Rupp Arena (abertura: Sparta)
set: Cropduster, Given To Fly, Corduroy, Last Exit, Save You, Daughter, Immortality, Small Town, Even Flow, 1/2 Full, Can't Keep, You Are, Do The Evolution, Blood, Thumbing My Way, Jeremy, Black *
enc 1: I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt), Go, Glorified G, Breath, Better Man, Alive *
enc 2: Smile, Fuckin' Up (cover do Neil Young), Yellow Ledbetter
notas: Show começando de forma diferente, com "Cropduster", que não costuma ser uma canção de abertura, e com as famosas do álbum Ten (Even Flow, Jeremy, Black e Alive). Não houve "I Am Mine" e "Love Boat Captain", duas do Riot Act que aparecem frequentemente. "Black", que fechou o show antes do primeiro bis, foi tocada perfeitamente e um dos pontos altos da noite. "I Am Patriot", do Stevie Van Zandt, foi tocada apenas por Ed na guitarra e Matt na bateria, na versão reformulada, que estreiou no show em New Orleans (08.04). "Alive" incendiou o show graças ao final, com Stone, Mike e suas guitarras. "Smile" foi tocada atendendo ao pedido de um cara na plateía, que levantou um cartaz escrito SMILE. Como de costume, e tal qual no álbum 'No Code', Jeff na guitarra, Stone no baixo e Ed com a gaita. Em "Fuckin' up", Vedder jogou vários pandeiros para o público, e Mike um punhado de palhetas. Aliás, o público estava tão bom, que Vedder mandou um elogio; ele disse que o show de amanhã (em St. Louis) seria cancelado, falando em seguida, 'fuck it, nós vamos ficar aqui' ou algo assim. Num determinado momento do show, ele voltou a usar seu espelho pra projetar a iluminação do palco na plateía. A noite, na verdade, pertenceu a Mike McCready. Ed até brincou, dizendo imaginar como deve se "sentir" a guitarra de Mike McCready, algo como: "10 minutos antes do show, [a guitarra] deve estar...oh, fuck!".
22/04/2003, Terça * St. Louis, MO - Savvis Center (abertura: Sparta)
set: Present Tense, Save You, Animal, Green Disease, Grievance, Faithfull, Given To Fly, Even Flow, Sleight of Hand, You Are, Small Town, Not For You, Love Boat Captain, Wishlist, Help Help, Evolution, Alive *
enc 1: Go, State of Love and Trust, Black, Improvisação, Rearviewmirror *
enc 2: Soon Forget, Better Man/(Save It For Later), Daughter/(jam), Indifference
notas: Outro show começando com uma canção diferente, das que não costumam abrir os shows da banda, "Present Tense", que estreou há pouco nesta turnê 2003 (em Atlanta). O setlist teve outras canções não muito tocadas neste ano, como "Help Help", "Faithfull", "Sleight of Hand" e "Indifference". Depois de uma ótima versão de "Present Tense", veio uma sequência avassaladora, mais rock - "Save You", "Animal", "Green Disease" e "Grievance". "Wishlist" teve um belo final, mais prolongado, com Ed na guitarra. Em "Better Man", Ed pediu ao público para que eles cantassem o primeiro verso; a música terminou com a usual 'tag' "Save it for later", do English Beat (a que aparece no DVD "Touring Band 2000"). "Black" e "Daughter", a qual teve uma jam , depois do trecho "...shades go down...", estavam perfeitas. Ainda em "Daughter", Vedder executou seu "truque" com o espelho, refletindo a iluminação na platéia, seção por seção da arena. Na longa jam instrumental, ele tocou gaita, resultando numa versão extraordinária desta canção. Ed tocou "Soon Forget" em seu ukulele elétrico, sem se atrapalhar com a letra, já que, geralmente, ele comete um ou outro erro nesta canção. No término dela, Vedder ainda tocou uma pequena improvisação, com o Matt na bateria. Ed estava bastante empolgado ao longo do show, fazendo seus movimentos ao estilo Pete Townshend e brincando sobre uma partida de basquete que estava ocorrendo na noite. Aliás, toda a banda estava num ótimo espírito.
23/04/2003, Quarta * Champaign, IL - Assembly Hall (abertura: Sparta)
set: Do The Evolution, Corduroy, Save You, Deep, Dissident, Small Town, Even Flow, Jeremy, Thumbing My Way, You Are, I Am Mine, Habit, Untitled, MFC, Given To Fly, Nothingman, Blood, Porch *
enc 1: Driven To Tears (cover do The Police - c\ toda a banda), Better Man, Crazy Mary (cover Victoria Williams), Know Your Rights (cover do The Clash), Fortunate Son (cover do Creedence Clearwater Revival) *
enc 2: Blue Red Gray (cover do Pete Townshend - Ed no ukulele), Black, Alive, Baba O'Riley (cover do The Who)
notas: Seguindo a tendência dos 2 últimos shows, este também começou com uma canção que não costuma aparecer na abertura, "Do The Evolution". Antes de Small Town", Ed começou a brincar com o público, citando vários nomes de cidades pequenas, algumas da região de Illinois (estado onde ocorreu o show e onde Vedder nasceu). "Jeremy" foi cantada com empolgação pelo público. "Habit" foi introduzida por Vedder para aqueles sob efeito de 'crystal meth' [metanfetamina - droga]. "Blood/Porch" estavam ótimas e energéticas, num determinado momento, Vedder se apoiou de costas em Stone. A noite teve muitos pulos de Jeff e Ed, com este, em vários momentos, tocando guitarra ao estilo Pete Townshend (girando o braço direito no ar). Mike novamente brilhou com seus solos, pulos e corridas pelo palco. O Show teve várias covers, com destaque para "Driven to Tears" do The Police [ a comfortable existence is reduced to a shallow, meaningless party seems that when some innocent die all we can offer them is a page in a fuckin' magazine too many cameras and not enough food, and this is what we've seen ], a qual Ed já havia tocado em outras ocasiões, com a dupla C-Average (como no Festival Tibetan Freedom de 99) - neste show aqui, porém, foi com a banda toda; e "Blue Red Gray" do Pete Townshend (tocada pela primeira vez neste ano no show extra-tour, no House Of Blues, de Orlando - 12/04/03), canção do álbum "Who By Numbers" do The Who, com Vedder afirmando, antes de tocá-la sozinho em seu ukulele, que "ele roubou totalmente esta canção", já que ela nitidamente inspirou "Soon Forget". Depois de Vedder com seu ukulele, vieram juntas duas clássicas entre o público: "Black" e "Alive". E, novamente The Who (Eddie usava uma camiseta do The Who também), com "Baba O' Riley", fechando bem a noite com Ed quebrando vários pandeiros e jogando-os ao público.
25/04/2003, Sexta * Cleveland, OH - Gund Arena (abertura: Sparta)
show: Can't Keep, Corduroy, Grievance, Save You, Do The Evolution, Given To Fly, Small Town, Love Boat Captain, I Am Mine, Even Flow, Present Tense, Jeremy, Lukin, Not For You, Thumbing My Way, Spin The Black Circle, Alive *
enc 1: You Are, Animal, Daughter (WMA)/(People Have the Power), State of Love and Trust, Black *
enc 2: I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt), Driven To Tears (cover do The Police), Better Man, Crazy Mary (cover Victoria Williams), Sonic Reducer (cover do Dead Boys), Rockin In The Free World (cover do Neil Young)
notas: Novamente várias covers no setlist, mas desta vez o show começou com "Can't Keep", normalmente tocada na abertura dos shows da banda neste ano. Depois, veio uma sequência bem rock: "Corduroy", "Grievance", "Save You" e "Evolution". "Small Town" foi cantada pelo público. Vedder disse que a banda ia fazer o setlist ao longo da noite, e, de fato, algumas canções foram sendo selecionadas ali na hora. "Present Tense" foi introduzida por Ed, como uma canção que eles pararam de tocar um pouco, mas que vem sendo bastante resgatada nos últimos shows. Em "Alive", o público participou ativamente e Mike fez um belo e extenso solo no final. As tags de "Daughter" foram "W.M.A" do álbum 'Vs' e "People Have the Power" da Patti Smith, que foi intensamente cantada pelo público. No término dela, Vedder mostrou o símbolo da paz (com os dois dedos da mão - o 'paz e amor'), dizendo que, não importa o que aconteça, este [a paz] deve ser o objetivo final. Ele sinalizou que isto - desejar a paz - não significa dizer um "fuck you" para as tropas que permanecem no Iraque e, brincando, concluiu: "um dedo faz uma grande diferença" (já que ele fez o sinal da paz com a mão, se não tivesse o dedo indicador, poderia parecer outra coisa). O final de "Black" foi cantado pelo público e teve outro ótimo solo de McCready. No segundo bis, vieram as várias covers: "I Am Patriot" (cover do Stevie Van Zandt - mais conhecido como Little Stevie - guitarrista do Bruce Springsteen) foi tocada por Ed e Matt na ótima versão reformulada, que vem aparecendo desde o show em New Orleans (08.04); "Driven to Tears" do The Police; "Crazy Mary" na versão 2003, com Boom fazendo um belo solo no órgão, acompanhado por Mike, no término da canção; "Sonic Reducer" dos Dead Boys e, pra finalizar, um pequeno acidente, mas nada grave: Vedder foi jogar uns pandeiros pro público, durante "Rockin' in the Free World" e caiu do palco. O público, preocupado, silenciou, mas ele, felizmente, retornou normalmente ao palco, com a platéia agitando ao vê-lo inteiro. A banda toda estava empolgada, com Mike pulando e percorrendo o palco, e Stone com suas danças peculiares.
26/04/2003, Sábado * Pittsburgh, PA - Mellon Arena (abertura: Sparta)
set: Small Town, Hail Hail, Save You, Corduroy, Insignificance, Cropduster, Daughter, Even Flow, Faithfull, Whipping, Immortality, Blood, Down, Love Boat Captain, Wishlist, Better Man, Go *
enc 1: Last Kiss, Breakerfall, Once, Alive, Footsteps, Rearviewmirror *
enc 2: You've Got To Hide Your Love Away (cover dos Beatles - Ed solo), Know Your Rights (cover do The Clash), Do The Evolution, Porch, Yellow Ledbetter
notas: Ed se dirigiu ao público, apenas depois de "Cropduster". Em "Corduroy", Ed fez uma introdução levemente diferente na guitarra. Em "Even Flow", Mike fez um longo solo e, num determinado momento, correu para a lateral do palco, de onde Vedder assistia a jam , e começou a solar de frente para ele. "Faithfull" e "Immortality" estavam excelentes. Em "Blood", Vedder falou que ela é geralmente tocada no final da primeira parte do show, antes do 1º bis, porque é difícil conseguir cantar alguma coisa depois, apontando para a garganta. Em seguida, observou que elas [as cordas vocais] são feitas de aço, que Matt toca em uma bateria de um tipo de metal e que tanto Mike como Stone ouvem muito metal, concluindo com: "de um modo geral nós estamos muito galvanizados. Mike, nos dê um pouco de nitro" (todas essas citações foram uma referência à região; Pittsburgh é conhecida como a Steel City, cidade de aço, por causa do ar cinzento que a cobria no passado). Mike atendeu ao pedido e tocou uns riffs bem rápidos. "Wishlist" teve o final prolongado, com Ed "desejando" a verdade dos meios de comunicação, das notícias etc. O primeiro verso de "Better Man" foi cantado pelo público. "Last Kiss" foi tocada com a banda voltada para o público atrás do palco - menos o Matt, claro. Houve a "Trilogia Mamasan" [as 3 canções que Ed compôs, baseado nas melodias de Stone e que marcou o início do PJ] - "Once", "Alive" e "Footsteps" tocada fora da ordem (na trilogia, Alive vem antes de Once). Em "Alive", Vedder usou seu espelho para refletir a iluminação na platéia. O pessoal localizado nos lugares mais altos da arena, mais confortáveis e, usualmente, mais caros e privativos [tipo de camarote], começou a acender e a apagar luzes, criando um efeito alternado de iluminação, o que levou Vedder a brincar, que era a primeira vez que ele via o pessoal dos "camarotes" com esse tipo de criatividade ou empolgação. "Rearviewmirror" teve uma ótima jam , bem prolongada. A cover dos Beatles, "You've Got To Hide Your Love Away", foi tocada apenas por Vedder. "Porch" deu lugar para outra extensa jam , dentre as várias da noite. Outro show bem energético, com Jeff e Mike pulando muito.
28/04/2003, Segunda * Filadélfia, PA - First Union Spectrum Arena (abertura: Sparta)
set: Crazy Mary (cover de Victoria Williams), Spin The Black Circle, Hail Hail, Save You, Green Disease, Small Town, Nothing As It Seems, Even Flow, Insignificance, Given To Fly, You Are, 1/2 Full, Daughter/(WMA), Corduroy, Love Boat Captain, Black, Do The Evolution *
enc 1: Animal, Go, Glorified G, Better Man/Improvisação, Alive *
enc 2: You've Got To Hide Your Love Away (cover dos Beatles - Ed solo), Soon Forget, Jeremy, Fortunate Son (cover do Creedence Cleawater Revival), Rockin in the Free World (cover do Neil Young), Yellow Ledbetter
notas: Show em que Vedder saudou os brasileiros, mesmo com nós não estando lá - infelizmente! "Crazy Mary", na sua bela longa "versão 2003", abriu o show, uma canção que comumente não inicia os shows do PJ. O público estava pra lá de agitado, gritando, cantando e fazendo barulho a noite toda, a ponto de Vedder começar a falar antes de "Green Disease" e ter que parar pra esperar o público silenciar - com um sorriso de satisfação. Em "Small Town", o público praticamente fez coro ao Ed, cantando-a inteirinha. Mike dominou a noite, tanto pelos solos como pela energia. Boa parte do solo de "Even Flow" foi tocado com a guitarra atrás da cabeça dele. "1/2 Full" teve o "truque do espelho", com Ed iluminando o público com seu espelho, o qual foi quebrado no final da música. A sequência "Love Boat Captain" e "Black" foi bastante comovente, com Vedder parecendo emocionado ao cantá-las. Ed abordou a política, citando um senador americano, Joe Biden, que parece ter associado uma cláusula adicional antidrogas a uma verba que deveria ser destinada a crianças raptadas. A improvisação em "Better Man" foi bonita, com Vedder cantando, principalmente, sobre a admiração à força de vontade das pessoas jovens ["I've known you for a few years now/ I see you when I come to town/ And you are growing up good/ you are growing up strong/ you are growing up with the people you belong with....Some people gotta be strong/We all gotta be strong/ But some people gotta be strong when they are young. They can be so strong when they are young..."]. Esta improvisação foi uma homenagem ao Peter, um garoto com paralisia cerebral, que estava assistindo ao show do palco e, já há alguns anos, ficou amigo da banda. Antes do primeiro bis, Ed, fazendo uma brincadeira, falou como ele se sentia feliz em estar tocando no First Union Spectrum, que se sentia privilegiado de ter urinado no camarim do Spectrum, mas que seria muito desrespeitador se ele c**asse no camarim do Spectrum; contou uma história dele e do Jeff lá na Filadélfia, que encontraram um cara, Dr.J - famoso na região, que tinha umas mãos imensas. Em seguida, ele começa a desejar um brinde com seu vinho para as várias seções da arena, e um deles foi "to the Brazilians" (aos brasileiros). Parece que era uma seção na arena em que o pessoal fazia os típicos gritos e cantos que são executados nos jogos de futebol daqui e eram fãs vindos de países vizinhos ao nosso. As covers "Fortunate Son" e "Rockin' in the Free World" foram cantadas com entusiasmo pelo público. Em "Rockin' in the Free World" Stone estava empolgadíssimo e fazendo um ótimo trabalho na guitarra.
29/04/2003, Terça * Albany, NY - Pepsi Arena (abertura: Sparta)
set: I Am Mine, Whipping, Last Exit, Blood, Cropduster, Daughter/(Song X)(Another Brick in the Wall)/(Androgynous Mind), Even Flow, Ghost, Small Town, Love Boat Captain, Wishlist/(Improv), Save You, Once, Corduroy, Better Man, Porch *
enc: People Have The Power (cover da Patti Smith), Improvisação, Do The Evolution, Given To Fly, All or None, Alive, Baba O'Riley (cover do The Who)
notas: Alguns fãs se uniram para neste show mostrarem apoio à banda, pela atitude em favor da paz. Por esta razão, o show teve inúmeras referências à paz. Outra canção inesperada para um começo de show do PJ, "I Am Mine", muito bem recebida pelo público. Em seguida, veio uma "sequência Vitalogy", com "Whipping" e "Last Exit". As 'tags' de "Daughter" foram "Song X" (Neil Young - "Mirrorball" - "Hey Ho away we go/we're on the road to never"), o clássico do Pink Floyd, "Another Brick in the Wall", que sempre é cantado com empolgação pelo público, e "Hey Hey/It's Ok", que é tirado de "Androgynous Mind" do Sonic Youth. Em "Even Flow", no solo, Mike teve alguns problemas técnicos com a guitarra durante o solo, mas que foram resolvidos para o restante do show. Em "Small Town", o público cantou bem alto o "Hello" ["I just want to scream' hello"]. "Wishlist", em seu término, teve uma pequena improvisação, em que Vedder cantou a respeito da liberdade de expressão e de como todos devem se unir para melhorar o mundo. Em "Better Man", Eddie deixou o público cantar o primeiro verso, o que fizeram muito bem. Em "Porch", durante um ótimo solo, Eddie "obrigou" o Mike a percorrer todo o palco, com o público indo ao delírio. No bis, Ed trouxe ao palco uma garota - Rachel - que participou da campanha de apoio à banda, a qual estava sentada na primeira fileira, segurando um sinal da paz. Ao longo do show, vários fãs levantaram cartazes e sinais com o símbolo da paz. Eddie tocou "People Have the Power" da Patti Smith, enquanto a moça segurava para ele o papel com a letra da canção. Ela ainda cumprimentou toda a banda e tirou fotos com eles. Em seguida, a banda fez uma improvisação com o tema paz e citando a tal moça. Em "Given To Fly", novamente o público cantou palavra por palavra. O show teve "All or None", canção do 'Riot Act' pouquíssimo tocada - é a primeira vez que eles a tocam na turnê pelos EUA. No final de "Baba O' Riley", Vedder começou a dar voltas pelo palco, cada vez mais rápidas, conforme a música também ia sendo tocada rapidamente. Show mais curto que o usual, com apenas 1 bis. Nenhuma canção dos álbuns "No Code" e "Binaural".
30/04/2003, Quarta * Uniondale, NY - Nassau Coliseum (abertura: Sparta)
set: Long Road, Rearviewmirror, Animal, Save You, Get Right, I Am Mine, Corduroy, Present Tense, In Hiding, Even Flow, Small Town, Jeremy, You Are, I Am A Patriot (cover do Stevie Van Zandt), Blood, Not For You, Better Man, Porch *
enc 1: Last Kiss, Thumbing My Way, Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Down (lado B do single "I Am Mine"), Do The Evolution, Daughter/(WMA), Alive *
enc 2: Bu$hleaguer, Know Your Rights (cover do The Clash), Rockin' In The Free World (cover do Neil Young)
notas: Setlist mais longo do que o da noite anterior. "Rearviewmirror" aparecendo já logo no começo, como a segunda canção do show. Stone agitou muito e fez sua dança característica durante "Save You". Por outro lado, Mike, como Ed até referiu antes de começar a canção, tomou conta de "Present Tense", fazendo um ótimo trabalho. Antes de "Small Town" (cidade pequena), Ed a dedicou àqueles que não eram da cidade grande (talvez Nova York, que fica no mesmo estado de Uniondale); o público cantou intensamente com ele. "I Am Patriot" de Stevie Van Zandt foi tocada por Matt e Ed na nova versão, que vem agradando bastante. Em "Do The Evolution", o microfone do Ed caiu, ele tentou usar o do Stone, que parece que também não funcionou, e o público acabou cantando parte da música para ele. "Last Kiss" foi tocada para o público atrás do palco, com a banda virada para eles. Em "Bu$hleaguer", Vedder, de casaco prata, trouxe a máscara do Bush, a colocou no pedestal e despejou vinho nela, depois de beijá-la e acariciá-la. Houve novamente uma atitude negativa de parte da platéia (vaias, gritos de 'USA' e xingamentos), o que levou Ed a discursar sobre o direito de se expressar e sobre o presidente Bush, sendo novamente vaiado por parte do público. Ele disse: [com sarcasmo] "Talvez vocês gostem dele [Bush] porque ele corta seus impostos ou talvez vocês gostam dele porque ele é um cara verdadeiro, que tem a ver com vocês, por ser uma pessoa tão simples"...[vaias]. Em seguida, ele falou sobre como as pessoas precisam questionar os representantes do país, e que isso não vem sendo permitido. [platéia continua a gritar em oposição] "Isso é bom, é um discurso honesto e aberto. É o que deveria ser. Se nós não dizemos alguma coisa, não saberemos o que acontecerá. Nós estaremos na iminência [de um conflito] para sempre", sinalizando em seguida, que as pessoas deveriam questionar se de fato é bom ser o "todo-poderoso" do mundo. Em resposta à reação, a banda tocou "Know Your Rights" do The Clash [ "Number 3: you have the right to free speech/as long as you're not dumb enough to actually try it/know your rights/these are your rights/know your rights/these are your rights for freedom" ]. No final do show, após uma extraordinária versão de "Rockin' In The Free World", outra canção que trata da liberdade, Vedder falou mais algumas palavras, começou a repetir o grito de "USA" da platéia [não favoravelmente], jogando o pedestal do microfone no chão e saindo do palco, parecendo irritado. Segundo vários relatos, coisas foram atiradas no palco após "Bu$hleaguer", principalmente durante "Rockin' in the Free World". Um ótimo show, mas que se perdeu um pouco após as reações à "Bu$hleaguer" - diga-se de passagem, talvez a melhor versão ao vivo desta música, e pelo jeito a última. Depois deste show, houve a decisão de não mais tocar esta canção, anunciada por Mike McCready, numa entrevista concedida a uma rádio local, pouco antes do show em Buffalo. Os motivos foram a reação negativa do público (como as vaias deste show, sem falar nos objetos arremessados), a "não-alienação dos fãs", que a banda também é americana como os eles, e a expectativa de que as pessoas não façam uma interpretação incorreta da música. Não ficou claro se isso é definitivo ou apenas durante a turnê pelos EUA. A descrição de fãs que compareceram ao show, é de que a banda estava realmente chateada com o ocorrido.
02/05/2003, Sexta * Buffalo, NY - HSBC Arena (abertura: Sparta)
set: Love Boat Captain, Brain Of J, Hail Hail, Save You, Corduroy, Small Town, I Got Shit, Even Flow, Faithfull, enc 1: Free Jazz, Driven To Tears (cover do The Police), Better Man, Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Do The Evolution, Alive *
enc 2: Soon Forget, Smile, Fortunate Son (cover do Creedence Clearwater Revival), Sonic Reducer (cover do Dead Boys), People Have The Power (cover da Patti Smith) *
enc 3: Baba O'Riley (cover do The Who), Yellow Ledbetter
notas: Antes do show de abertura da banda texana Sparta, Eddie Vedder fez um de seus sets solo, tocando "You've Got To Hide Your Love Away", dos Beatles. O show com 3 bis, 30 canções e várias covers, foi excepcional - entre os melhores desta turnê. Algumas canções pouco tocadas ao longo da turnê pelos EUA, como "Brain of J", "I Got Shit", "Smile" e "Faithfull", foram executadas neste show. A sequência - "Brain Of J", "Hail Hail", "Save You" e "Corduroy" foi arrasadora. Ótimo solo de McCready em "Even Flow" e depois em "Black"."Wishlist teve uma versão muito bonita, bem extensa (mais de 9 minutos), sendo um dos destaques da noite. A banda continuou tocando a melodia constante da música, enquanto Vedder fazia sons diferentes na guitarra usando o e-bow [acessório usado manualmente que é passado nas cordas, produzindo efeitos, como vibrações ou a sustentação de um som]. No final ele introduziu algumas letras de improviso: "Sometimes I wish I was me, Sometimes I wish I was you, Sometimes I wish I was Mike, Sometimes I wish I was Boom...I wish that I was a disease, a disease called love and peace, and I wish I could be spread, to every person in the land" [...eu desejaria ser uma doença, uma doença chamada paz e amor, para ser espalhada para cada pessoa no país]. Ele conclui a música, pedindo a verdade - the truth. "Free Jazz" é uma pequena improvisação, instrumental, que a banda já tocou na Austrália (uma vez) e no show em Nashville (18.04.2003). "Better Man" foi inteiramente cantada pelo público junto com o Eddie. "Driven to Tears", do The Police, também estava ótima, em especial pelo trabalho de Matt Cameron na bateria. "Crazy Mary" foi outro show de McCready com Boom. "Alive" foi intensamente acompanhada pelo público, que no solo final gritava: 'hey..hey..hey..'. Antes do segundo bis, com "Soon Forget" iniciando, Vedder observou que já se passava das 23:00. Toda banda é obrigada a cumprir um horário estabelecido de show, senão paga uma multa. Eddie falou que eles estavam dispostos a tocar além do horário, que todos concordaram com isso no camarim e que o McCready se encarregou de pagar o custo, o público foi à loucura com a boa notícia. Em seguida, Vedder apresentou seu ukulele - chamado de Luke - e a platéia começou a gritar "Luke!" "Luke!". Ele (talvez por reflexo do show anterior) achou que o público estava vaiando-o: "Está duro dizer algo hoje em dia, eu falo Luke e vocês me vaiam! Não estou entendendo o que vocês falam. [eles repetem Luke]. Ele brincou, "vocês estão bravos com este black & white (as cores do ukulele), não é com o red, white and blue (as cores dos EUA), Jesus Cristo!" Ele introduziu um novo "convidado", Bill Gates - uma máscara - "Dêem as boas-vindas ao Mr. Bill Gates, de Seattle". Ele colocou a máscara no pedestal do microfone, e aproveitou a oportunidade pra fazer piada sobre o tamanho do pênis do Bill Gates, causando riso na platéia. Em "People Have The Power", da Patti Smith, assim como no show em Albany, Vedder chamou uma moça da platéia - Nathalie - pra segurar o papel com a letra pra ele. Ele dançou um pouco com ela e também se inclinou nela, reproduzindo novamente um velho poster da era-Vs, dele com o Jeff. Quando parecia ser o fim do show, começou "Baba O' Riley", com o público cantando bem alto e, pra fechar mesmo, definitivamente, "Yellow Ledbetter". Apenas 3 músicas do "Riot Act" no show. Disparado, um dos melhores desta tour, por enquanto...
03/05/2003, Sábado * State-College, PA - Bryce Jordan Center (abertura: Sparta)
set: Release, Save You, Animal, Corduroy, Cropduster, Small Town, Even Flow, Grievance, I Am Mine, Improvisação, Rearviewmirror, Nothingman, Daughter (Highway to Hell)/(Hell No We Won't Go)/(Another Brick in the Wall), Lukin, Whipping, MFC, Jeremy, Improvisação #2, Blood *
enc 1: You've Got To Hide Your Love Away (cover dos Beatles - Ed solo), Gimme Some Truth (cover do John Lennon - Ed solo), Breath, Do The Evolution, Black, Alive
enc 2: Last Exit, Mankind, Down (Lado B do Single "I Am Mine"), Better Man, Satan's Bed, Leaving Here (cover do High Numbers) *
enc 3: Crazy Mary (cover da Victoria Williams), Porch, Fortunate Son (cover do Creedence Clearwater Revival), Rockin' In The Free World (cover do Neil Young), Yellow Ledbetter
notas: Último show da primeira parte da turnê pela América do Norte. Por incrível que pareça, foram 3 horas e meia de show (!), 36 músicas, 3 bis, superando o da noite anterior - o maior show da história da banda, com certeza. Ótima sequência com "Save You", "Animal", "Corduroy" e "Cropduster". "Small Town" foi, como sempre, acompanhada pelo público. "Nothingman" foi cantanda com emoção por Vedder. As tags de "Daughter" foram "Highway To Hell" - "Hell No We Won't Go" ["we're on a highway to hell we're on a highway to hell. sing it we're on a highway to hell highway to hell. we're on a highway to hell. hell no we won't go, hell no we won't go, we wont go just no you can now, we want you to know hell know we won't go...] e "Another Brick in the Wall" do Pink Floyd, todas cantadas junto com o público. Ed aproveitou pra "mandar o recado", mudando a letra de "Another Brick...": "politicians leave these kids alone, but kids don't leave the politicians alone". [políticos, deixem os garotos em paz, mas garotos, não deixem os políticos em paz"], recebendo aplausos do público. Duas covers do John Lennon (da fase Beatles e solo) seguidas ("You've Got To Hide Your Love Away" e "Gimme Some Truth"), ambas tocadas pelo Ed sozinho, em versão acústica. Foi neste momento, que Vedder aproveitou para falar sobre liberdade de expressão, após o público gritar: "Eddie!", "Eddie!". Ele falou sobre como o país deles está se tornando uma nação de pessoas com amnésia, que se esqueceram que a última eleição foi decidida por poucos votos e os jovens deveriam ir votar, pra expor seus pensamentos, e para que os políticos realizassem coisas dedicadas aos jovens. Em "Breath", Ed se esqueceu um pouquinho a letra, mas o público deu uma mão. Mike fez dois solos estupendos em "Black" e em "Alive". Houve a volta de "Satan's Bed", do "Vitalogy", outra canção não tocada há um tempão, e a estréia de "Mankind" na turnê, portanto, Mr. Stone Gossard nos vocais. Em ambas, a banda se atrapalhou um pouco - "Mankind" teve que ser recomeçada porque alguém entrou errado na música e Stone estava hesitante em tocá-la, até que falou: "Ei, caras, vocês estão prontos para me ouvirem tentar essa daqui?". Após "Better Man", Eddie Vedder tinha pedido ao público que solicitasse músicas pra serem tocadas (ele ia respondendo as que ele lembrava ou não como cantar), e foi aí que sugiu "Satan's Bed" no setlist, quando alguém jogou uma camiseta com o nome dela (embora a banda a havia ensaiado no soundcheck). Vedder esqueceu um pouco a letra e a banda também se perdeu, virando uma versão meio bagunçada, mas, no fim, divertida (também, 7 anos sem tocá-la!). "Crazy Mary" foi novamente um show dentro do show, em especial o final, com Boom e Mike tocando juntos (Mike correndo pelo palco, pra perto do Boom, sem camisa e sem sapatos). "Porch" foi o outro momento da banda fazer uma jam extensa, levando a música pra perto dos 11 minutos. Ed aproveitou pra usar seu espelho e iluminar cada seção do local de show, sem deixar ninguém de fora da "mira" de seu espelho. Recordando os velhos tempos, Ed foi cantar no meio do público, dando a mão para as pessoas próximas do palco e sendo erguido por elas. Em seguida, ele percorreu o palco correndo, inúmeras vezes. A melhor versão de "Porch" de toda turnê. Depois de "Rockin' in the Free World" - com uma jam bem longa, com Stone fazendo o solo - Vedder falou "o que está acontecendo aqui e vendo todo mundo é uma coisa bonita". Depois, contou, brevemente, a história de um cara - Sarge - que trabalhava na área de iluminação dos shows da banda, e que foi enviado para fora, para ajudar o exército americano. A letra de "Yellow Ledbetter", que muda sempre, acabou sendo baseada neste cara. E Mike deu uma cutucada, tocou um trechinho de "Bu$hleaguer" no final de "Yellow Ledbetter". Em suma, se Buffalo parecia ser o melhor, com este, passou pro segundo lugar. Este foi "o" show da turnê, se não for da carreira!