aaa |
|
aaaaaaa |
| NEWS . FANCLUB . CADASTRO . ÁREA EXCLUSIVA . LISTA DE MEMBROS . LOGAR . COLUNA DO MEMBRO . CHAT . FÓRUM . FAQ |
PEARL JAM - Notícias - Biografia - Artigos - Equipamento - Timeline - F.A.Q - Letras e Traduções - Curiosidades - Projetos Paralelos - Concert Chronology DISCOGRAFIA - Albuns - Singles - Participações - Dvd/Vhs - Bootlegs TOUR - Tour 2003 - Tour 2004 MULTIMÍDIA - Show do Mês - Wallpapers - Trocas OUTROS - Links - Equipe - Agradecimentos - Contato - Sua Opinião |
ARTIGO: Os discos da vida de Eddie Vedder, Spin - 2002 |
|||
"De punk rock messias a místicos do oriente, os heróis de Eddie Vedder são tão intensos e difíceis como ele. "I know I was born I know I'll die/the in-between is mine", canta Eddie Vedder no Riot Act, o sétimo álbum do Pearl Jam. Desde cedo, o "in-between" [ínterim] de Vedder tem sido preenchido com música; da voz dinâmica do jovem Michael Jackson ao murmúrio cansado do eternamente velho Tom Waits. De qualquer forma, a longa paixão de Vedder pela música, o deixou na posição em que se encontra hoje: sentado no terraço de um hotel em Nova York, em uma tarde ventosa de outono, fumando e desenhando o arco de sua vida por meio dos discos que mais o empolgaram. Segurando a cabeça com as mãos, ele olha para uma lista em que ele gastou uma semana preparando, preenchendo as páginas de um caderno de composições. "Eu tenho um pouco de hesitação sobre isso, porque isto pode desmistificar tudo. Nossas influências são quem nós somos. É raro que qualquer coisa seja absolutamente uma visão pura; até mesmo Daniel Johnston soa como os Beatles. E esse é o problema das bandas pelas quais sou sempre questionado, aquelas derivadas do princípio do som de Seattle. Elas não diluem o suficiente as suas influências." Vedder não soa amargurado, mas é evidente que a lista que ele fez tem uma leve ênfase em artistas que cavam seus próprios nichos com pouca atenção a tendências e modas, do pioneiro nerd-core David Byrne ao experimentalismo indie de Jim O' Rourke. Perseverança é um tema que aparece repetidamente no Riot Act. "Love Boat Captain" é tanto melancólica e propulsiva, quanto ela presta condolências às pessoas que foram pressionadas até a morte num Festival dinamarquês, durante um show do Pearl Jam, em 2000 ("nine friends we'll never know"). A canção conclui com Vedder dizendo a si mesmo que tudo que precisamos é de amor, um clássico sentimento no rock que universaliza a tragédia. Como os músicos que ele presta reverência, Vedder quer abordar temas problemáticos. Ele trata com desprezo aqueles que não tentam de jeito nenhum, particularmente nosso comandante [presidente George W. Bush]: "Born on third, thinks he's got a triple", ele fala rispidamente em "Bushleaguer". Entender Vedder é compreender sua música favorita, tomando cuidado ao fato de que, para fazer qualquer afirmação sobre o PJ, seria necessária um lista de seus companheiros de banda. Ele fez a dele próprio. "Se de alguma forma você fosse capaz de fundir todos esses álbuns juntos, seria exatamente a nossa música." JACKSON 5 , THIRD ALBUM (Motown, 1970) Essa é a minha primeira lembrança verdadeira que eu tenho de qualquer música que permaneceu comigo. Eu estava vivendo no lado pobre de Evanston, Illinois, em uma casa para meninos. Nós tínhamos esses álbuns do Jackson 5. Eu de verdade me relacionei com a voz deles - eles tinham mais ou menos a minha idade. Eram coisas como "Get up Girl, sit down. I´ll show you what I can do!". E você se renderia a isso. Seja lá o que você diga, Michael. THE BEATLES , THE WHITE ALBUM (Apple, 1968) Esse é quase um livro escolar pra quem nasceu em 1964, eu tinha uma fita que se chamava "Revolver White Album". Eu não tinha descoberto que eram dois álbuns separados, até anos mais tarde. "The White Album" tem canções que apelam para crianças pequenas, como "Ob-La-Di, Ob-La-Da". Daí, se você se aprofundar, você está ouvindo "Revolution 9". Eu acho que esse material torna as coisas mais acessíveis para você. É onde você, pela primeira vez, se sente confortável com algo difícil de se ouvir. THE WHO , TOMMY (MCA, 1969) Acho que foi uma babá que trouxe o "Tommy". Eu já estava gostando do White Album, então já estava acostumado com duas horas de música. Eu fui levado pela teatralidade de "Tommy". Ele tinha um prelúdio, um tema. Eu realmente ouvia isso como uma peça linear. Ele ía além das canções de 3 minutos. Quando você ouve essas coisas cedo, isso muda a forma como você se sente em relação à música; você começa a aceitar coisas que são diferentes. RAMONES , ROAD TO RUIN (Sire, 1978) Eu nunca fui de fato ciente sobre punk rock - até antes dos 22 anos eu nunca tinha tido um moicano - mas este foi o princípio. Era de alguma maneira assustador, talvez pela forma como eles pareciam uma gangue. Quando eu tinha 13 anos, eu tive minha primeira guitarra, e eu podia tocar canções do Ted Nugent, mas não conseguia fazer os solos. Mas eu podia tocar junto com todas as canções dos Ramones. TALKING HEADS , MORE SONGS ABOUT BUILDINGS AND FOOD (Warner Bros, 1978) Depois dos Ramones, para mim era mais new wave do que punk. Esqueci em que álbum está, mas há uma canção com as letras "Be a little more selfish" (seja um pouco mais egoísta). Meus pais estavam se separando nessa época, e eu ficava pensando em como a família dos outros estava bem e a minha se separando. Esse trecho de fato me atingiu e me livrou desse tipo de pensamento. VARIOUS ARTISTS , MUSIC AND RHYTHM (PVC, 1982) Peter Gabriel lançou esta compilação de world music. Eu a comprei, somente porque havia nela uma canção do Pete Townshend chamada "Ascension Two", nessa mistura bizarra. O álbum também tinha o Drummers From Burundi, um cântico de macaco balinês, Nusrat Fateh Ali Khan. Isso simplesmente abriu meu panorama musical. Anos mais tarde, eu de fato toquei em uma banda com o Nusrat por uns dois dias [na trilha sonora do filme "Os Últimos Passos de um Homem" - Dead Man Walking, 1995] , e foi incrível. SONIC YOUTH , DAYDREAM NATION (Enigma, 1988) Tenho certeza que há dois discos antes desse, que estou deixando de fora, como o "Murmur" ou "Chronic Town" do R.E.M. Esses são dos anos em que eu estava fumando maconha, então deve haver coisas perdidas na memória. Mas eu definitivamente me lembro de ouvir "Teenage Riot" (a primeira canção deste álbum), e eu simplesmente fiquei envolvido. A bateria do Steve Shelley deu força a ela, e a abordagem da guitarra - o jeito com que eles criaram ondas de som e ritmo - de verdade, nunca tinha ouvido aquilo antes. E as letras do álbum parecem como uma aventura. Eu pude me relacionar com algumas coisas, mas eu também estava procurando algo que eu não tivesse experimentado ainda. O mesmo com os Ramones. Para mim, isso é o que sinto por Nova York . Eu estava muito intimidado por Nova York, e ainda estou. JIM O'ROURKE , INSIGNIFICANCE (Drag City, 2001) A primeira canção é quase um cântico, com uma bela melodia e arranjo, e Jim cantando sobre como as pessoas no mundo precisam fazer alguma coisa, porque senão, o mundo chegará ao fim. Eu provavelmente sou suspeito pra falar, já que conheço o Jim, mas ele é um daqueles caras que, se você ouve o disco dele - é como se você tivesse um amigo que é um artista, o qual você conhece muito bem, daí você vê uma das pinturas dele e pensa, "Jesus Cristo, há muito mais coisa se passando com ele do que eu imaginava". É meio o que acontece com os discos do Jim. FUGAZI , 13 SONGS (Dischord, 1989) Eu sei que vi o Fugazi ao vivo, antes de ter escutado esse álbum. Foi no Capitol Theater, em Olympia, Washington. Acho que era um dos primeiros festivais International Pop Underground. Eu fui para o show porque o L7 estava abrindo e eu tinha amizade com elas. O Fugazi foi excelente. SOUNDGARDEN , SCREAMING LIFE/FOPP (Sub Pop, 1987) MUDHONEY , MUDHONEY (Sub Pop EP, 1989) O Sub Pop foi o primeiro selo em que eu sabia que poderia comprar os discos das bandas e eles seriam legais. A banda em que eu estava em San Diego, de fato abriu para o Mudhoney e o Lemonheads. Eu pouco sabia que viria a ter alguma coisa a ver com Seattle [algum dia]. TOM WAITS , NIGHTHAWKS AT THE DINER (Elektra/Asylum, 1975) Eu gosto do fato de que você não pode categorizar a música dele. Eu quero colocar uma frase à Tom Waits sobre o Tom Waits: "Tom Waits para homem nenhum". [risos] Acho que uma vez ele disse que se orgulha de fazer uma boa música de fundo. Mas se você tentar dissecá-la ou mesmo tocar junto, você percebe que há todas essa mudanças de acordes que nunca são tocados em seqüência. Eles soam como se estivessem sedados, e o resultado parece como um velho carro que precisa de um ajuste. Você acaba tendo todos esses sons que criam ritmo, e que são a base perfeita para uma voz. PIXIES , SURFER ROSA (4AD, 1988) O Pixies foi imenso para mim. Frank Black, ou Black Francis, como ele era chamado na época, tinha essa voz, que ele simplesmente a soltava. Ele a deixava romper, que algum troço esquisito aconteceria. Não parecia muito como rebeldia, mas só uma liberdade de uma forma com que ele apenas fazia sons como ‘aie! aie! aie! e ainda passava a opinião dele por meio disso. Ele estava se liberando com a voz dele. David Byrne fazia do mesmo jeito. Eu nunca fui capaz de fazer isso. Bem, acho que algumas vezes, mas não dessa forma.
|
||||
______________________________________________________________________________________________________________________________ Disclaimer: Site feito por fãs para fãs. Todo material registrado pelo Pearl Jam pertence ao Pearl Jam. Opiniões, dúvidas, críticas, reclamações, doações e/ou sugestões favor clicar aqui. O material contido nesse site é protegido pelas leis mundiais de Copyright. A cópia está sujeita às possíveis sanções legais. Restless Souls Fan Club 2003 - 2004. |